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Implementando e Gerenciando
uma Política de Segurança VPN
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Redes Virtuais Privadas e Políticas de
Segurança; O que elas têm em comum? Empresas geralmente
acreditam que se utilizarem as tecnologias VPN, estarão protegidas
contra ataques. Apesar disso ser em parte verdade, pois um ataque
de terceiros em uma VPN já estabelecida é realmente
difícil, uma VPN é na verdade um canal onde as informações
fluem sem verificação. O termo “sem verificação”
provoca grande apreensão nos oficiais de segurança
corporativa.
Esse artigo examina várias questões que as empresas
que planejam usar tecnologias VPN ou que já utilizam essa
tecnologia devem considerar, ao gerenciar essas entidades.
Requisitos das Necessidades Comerciais
As necessidades comerciais só podem ser especificadas por
proprietários de negócios, que desejam se comunicar.
Porém, a maioria dos proprietários de negócios
não são especialistas de segurança e normalmente
definem somente um requisito geral, como: A empresa "A"
precisa se comunicar com a empresa "B". Pouco ou nenhum
esforço é investido na definição exata
do que A necessita se comunicar com "B". Eles se comunicarão
via ftp, e-mail, telnet, IRC…..? Eles usarão somente
groupware? Sem um entendimento claro dos requisitos de serviços
para a VPN, é extremamente difícil, senão impossível,
de se proteger seguramente contra abusos.
Requisitos de políticas: É necessário
que os diretóres e proprietários de negócios
definam explicitamente suas necessidades para a conexão com
a VPN.
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Limitações de Protocolo
Quando uma empresa implementa uma VPN aberta, ela não tem
controle sobre as tarefas malignas que podem ser executadas contra
seus sistemas e informações, ou sobre as informações
que podem ser transmitidas através da VPN.
Empresas que investem na implementação e criação
de uma VPN a partir de uma perspectiva técnica, sempre buscam
aplicar controles no nível do protocolo. Restrições
técnicas de protocolo tentam limitar os usuários ao
uso de produtos específicos, por exemplo, ftp, telnet, bate-papo
(IRC), etc. Normalmente, pouca ou nenhuma consideração
é feita com relação ao volume, conteúdo,
direção, origem ou destino do tráfego, apesar
desses serem os controles que devem ser determinados e implementados.
Com isso, todos os recursos são associados a um protocolo
requerido fornecido, ou um subconjunto desse recurso poderia atender
aos requisitos do proprietário do negócio? Por exemplo,
é necessário que a leitura e gravação
estejam disponíveis ou somente leitura atenderá aos
requisitos solicitados?
Requisitos de políticas: Os protocolos e
configurações suportadas devem atender aos requisitos
comerciais, porém não devem excedê-los.
Verificação/Filtragem de
conteúdo
Uma empresa dá um grande passo a frente, quando restringe
os protocolos que podem ser transmitidos através de sua VPN.
Porém, níveis de controle mais avançados podem
ser requeridos, como filtragem de conteúdo. Esses requisitos
podem ser legislações locais, nacionais, internacionais
ou regulamentos da indústria.
O uso da filtragem de conteúdo é carregado não
somente de questões técnicas, inclusive desempenho,
mas também de questões políticas e até
mesmo legais; a empresa “espionando” as informações
transmitidas através de suas redes, uma vez que a empresa
monitora e verifica o conteúdo dos dados, à medida
que entra ou sai da VPN.
Requisitos de políticas: Se a filtragem
de conteúdo for necessária, use o nível mínimo
necessário para atender os requisitos comerciais ou regulamentares.
Origem e Destino
Após estabelecer as informações que podem ser
transportadas através da VPN, a próxima área
a se considerar é para onde as informações
podem ir ou a partir de onde podem ser obtidas.
A consideração dessa questão é vital
quando várias VPNs estiverem configuradas, sendo que cada
uma pode transportar diferentes tipos de informações
de e para destinos diferentes. O ponto principal é que a
empresa necessita definir as informações liberadas
e para quem liberá-las e o tipo de informações
obtidas e de onde obtê-las.
Essa área da política está relacionada à
classificação das informações da empresa
e às políticas de controle. As empresas que não
possuem essas políticas, porém desejam utilizar a
tecnologia VPN, estão vulneráveis a diferentes tipos
de abusos não especificados.
Requisitos de políticas: As empresas não
podem determinar tais controles, ao menos que entendam e documentem
as informações mais importantes e como as diferentes
informações devem ser protegidas.
Controle de acesso
Relacionado à questão acima, porém não
restrito a ela, a questão dos locais do gateway da VPN e
do controle de acesso é um grande problema enfrentado por
todas as organizações que implementam a tecnologia
VPN. Essa é uma questão de política diretamente
relacionada à arquitetura de segurança da rede, que
uma empresa implementa para proteger suas informações,
sistemas e redes. O problema se resume ao tipo de acesso que o usuário
da VPN terá à rede interna da empresa, antes que suas
credenciais de usuário sejam verificadas e antes que o conteúdo
da sessão atual seja validado como compatível com
a política de segurança. Quanto mais acesso aos servidores
e sistemas centrais da empresa um usuário tiver, mais dependente
a empresa será dos controles implementados no gateway da
VPN local. Se, por qualquer motivo, esses controles falharem, um
ataque poderá ocorrer rapidamente nesses servidores centrais.
Esse problema gera certa preocupação sobre o número
de verificações feitas em uma conexão de entrada;
uma empresa deve depender de uma única verificação
ou deverá determinar várias verificações?
Do ponto de vista de segurança, várias verificações
são sempre recomendadas, porém do ponto de vista comercial,
toda verificação extra de credenciais torna mais difícil
e, consequentemente, mais caro o acesso legítimo de usuários
às informações.
Requisitos de políticas: As empresas devem
determinar as arquiteturas de segurança da rede e controles
de acesso que atendam aos seus requisitos de proteção
comercial.
Para empresas que desejam interligar escritórios dispersados
geograficamente, usando VPNs, é necessário considerar
as opções de redundância de VPN, onde VPNs múltiplas
conectando quaisquer escritórios determinados são
construídas usando diferentes provedores de serviços
e diferentes provedores de telecomunicações. Apesar
dessa estrutura fornecer um bom nível de proteção,
quando um mecanismo de transporte VPN falha, o gerenciamento do
ambiente e os custos a ele associados podem forçar a empresa
a executar uma análise de riscos. Os resultados dessa análise
podem ou não mostrar as despesas adicionais decorrentes.
Requisitos de políticas: Empresas, onde
os requisitos comerciais ocorrerem, devem determinar o mínimo
possível de medidas de emergências e requisitos de
redundância na arquitetura de segurança da rede.
Problemas entre fronteiras
Quando uma empresa for multinacional e os dados compartilhados entre
vários escritórios, parceiros e, possivelmente, clientes
e fornecedores, vários problemas se tornam aparentes. Por
exemplo, o regulamento de privacidade de um país pode ser
inaplicável ou inexistente em outro. Outro problema é
a segurança da criptografia da VPN para a proteção
das informações em trânsito. A segurança
de uma criptografia “convencional” para um país
pode ser considerada altamente perigosa em outro.
Os problemas entre fronteiras não estão restritos
às VPNs, mas aplicam-se também a todas as redes multinacionais.
A criação de uma solução efetiva para
esse problema requer uma equipe que utilize os talentos do gerenciamento
comercial, da consultoria jurídica internacional e da especialidade
técnica para a solução de problemas. Em alguns
casos, o uso de uma VPN pode não ser uma solução
apropriada.
Requisitos de políticas: As empresas devem
usar VPNs internacionais somente quando for necessário proteger
seus negócios, desde que seu uso não infrinja os regulamentos
e leis nacionais ou internacionais. Quando isso representar um problema,
os requisitos comerciais devem ser revisados e soluções
alternativas devem ser investigadas.
Duração de uma VPN
VPNs podem ser estabelecidas somente quando necessário ou
estabelecidas por um período de tempo determinado. É
necessário decidir o modo operacional requerido, pois cada
modelo possui um conjunto de atributos de segurança diferentes,
que a empresa precisa gerenciar.
- No caso de uma VPN ‘sob demanda’, onde a VPN só
existe durante a transferência das informações,
uma empresa normalmente define um conjunto de políticas
de acesso para o usuário que determina os mecanismos de
autenticação do usuário, restrições
físicas de localização do usuário
e o tipo de informações que podem ser transferidas.
Esse tipo de VPN é comumente usada por um usuário
móvel, que disca para receber e-mails, etc. Nesse caso
há normalmente somente um usuário para cada VPN.
- No caso de uma VPN permanente ou semi permanente, que normalmente
conecta dois escritórios, é mais provável
que hajam vários usuários, pois os dois escritórios
parecem compartilhar a mesma LAN. Nesse caso, níveis de
controle adicionais podem ser necessários para que alguns
usuários acessem certos tipos de informações.
Uma VPN não utilizada, porém ativa, é uma
porta aberta para qualquer usuário malicioso que queira atacar
a empresa porém, uma regra de segurança é minimizar
a duração de uma VPN ativa.
Requisitos de políticas: A duração
de uma VPN deve ser minimizada para atender aos requisitos comerciais.
Resumo
Empresas que acreditam que a implementação e gerenciamento
de uma solução de VPN é uma tarefa fácil,
certamente enfrentarão dificuldades ao tentar gerenciá-la
seguramente. Como descrevemos acima, o gerenciamento de uma VPN
segura requer um grande compromisso e conhecimento para desenvolver
e implementar as políticas necessárias para o fornecimento
desse serviço. Normalmente os problemas encontrados por uma
empresa são mais complexos do que as questões locais,
e eles freqüentemente se tornam questões internacionais,
onde é necessário um conhecimento de leis e regulamentos
locais, para evitar que tais leis ou regulamentos sejam infringidos
por algum usuário da empresa.
A solução desses problemas não é simples
e poderá requerer um esforço conjunto das equipes
jurídicas, de gerenciamento e especialização
técnica, para criar, implementar e gerenciar suas soluções
VPN.
Sobre o autor
Stuart Broderick, PhD, é responsável pelo desenvolvimento
dos serviços de segurança da Symantec em todo o mundo.
O Symantec Security Services fornece informações sobre
as soluções de segurança, que incorporam a
melhor tecnologia, especialistas e práticas de segurança
do mercado, além dos melhores recursos globais para proporcionar
o sucesso de E-business. Dr. Broderick trabalhou extensivamente
em posições sênior de desenvolvimento de negócios
e consultoria de segurança, para empresas de alta tecnologia
na Inglaterra e nos Estados Unidos. Seus 19 anos de experiência
incluem a criação de programas de treinamento personalizado
e desenvolvimento e implementação de programas de
gerenciamento de segurança, políticas, procedimentos
e práticas. Dr. Broderick possui várias publicações
em alta tecnologia e segurança de informações
e já se apresentou em várias conferências internacionais.
Outros artigos
Para mais ler mais sobre segurança para redes e Internet,
acesse o site da Symantec em:
http://www.symantec.com.br/region/br/enterprisesecurity/ content/security_articles.html
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