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Posicionando a Segurança como uma Questão Comercial

Por John Schwarz
Presidente e Diretor de Operações
Symantec Corporation
ID do Artigo: 3242

16 de janeiro de 2004
Introdução
Segurança: um problema da diretoria?
Quais as mudanças relacionadas às ameaças cibernéticas?
E as ameaças internas?
Como as regulamentações estão elevando o nível de conscientização da segurança?
Como criar um plano de segurança?
Quanto se deve gastar em segurança?
Sobre o autor

À medida que o cenário de segurança evoluiu nos últimos anos, a segurança cibernética passou de uma questão de tecnologia a um problema comercial. Sendo assim, todo executivo, desde o gerente ao presidente, deve estar diretamente envolvido com as questões relacionadas a pessoal, processos e tecnologias de segurança. John Schwarz, presidente e diretor de operações da Symantec, divide suas idéias sobre porque a segurança merece a atenção da diretoria.

P: O que torna a segurança um problema da diretoria?
R: Com o aumento da freqüência e complexidade das ameaças cibernéticas, as violações de segurança podem ser devastadoras para uma empresa, causando impacto nas operações comerciais, na reputação da empresa e na confiança de clientes e acionistas. Ao mesmo tempo, os governos passaram a introduzir regulamentações criadas para garantir que as empresas tenham suficientes controles de segurança estabelecidos. Concluindo, toda empresa tem responsabilidades, para com seus acionistas, clientes, funcionários e cada vez mais também com o governo, de garantir que os sistemas que armazenam dados operacionais não estejam comprometidos.

Quais as mudanças que você vê com relação às ameaças cibernéticas?
A nova geração de ameaças da Internet ataca sem aviso prévio; a velocidade da distribuição passou de semanas para dias, de dias para horas. No futuro próximo, veremos ameaças se propagarem em minutos ou até mesmo em segundos. Temos observado também que o tempo entre a descoberta de uma vulnerabilidade e sua exploração vem sendo reduzido. Como um exemplo: o worm Slammer em janeiro do ano passado atacou uma vulnerabilidade que foi descoberta em julho de 2002. Porém, o worm Blaster, que atacou uma vulnerabilidade dos sistemas operacionais da Microsoft, circulou em apenas 26 dias após a identificação do problema.

Mas nem todas as ameaças são provenientes de fora. E as ameaças internas?
Considere este ponto: funcionários internos, que acessam os sistemas legitimamente, causam 80 porcento de todas as violações de segurança. A grande maioria dos problemas internos não são maliciosos, e sim causados por um relaxamento da política ou erros genuínos. É importante que as empresas estabeleçam políticas de segurança e programas de conscientização para educar funcionários sobre o gerenciamento de senhas, padrões para uso de PDAs e acesso remoto, entre outros tópicos.

Como as regulamentações estão elevando o nível de conscientização da segurança?
Governos em todo o mundo estão começando a se interessar ativamente sobre como as empresas protegem seus dados e infra-estruturas. Nos Estados Unidos, esse interesse resultou nas recentes regulamentações de Sarbanes-Oxley, HIPAA e GLBA. No caso da Sarbanes-Oxley, solicita-se que os presidentes e diretores assinem um documento anual, atestando que os registros e dados usados para relatar o desempenho da empresa são acurados. Antes dos diretores ou presidentes oferecerem qualquer garantia sobre a integridade dos dados corporativos para suas próprias empresas, eles devem entender os controles e procedimentos de segurança estabelecidos, do contrário poderão sofrer penalidades severas por falso testemunho, podendo resultar até mesmo em prisão ou multas altíssimas.

No nível internacional, o Basel II Accord requer que os bancos e provedores de serviços de investimentos em todo o mundo implementem procedimentos para a avaliação e redução de riscos operacionais e de crédito. Isso significa uma avaliação de riscos que solicita às empresas afetadas que avaliem suas tecnologias, continuidade de negócios, segurança cibernética e riscos em suas transações, processamentos e operações.

Como uma empresa começa a criar um plano de segurança?
Ninguém pode prever como e quando um ataque cibernético irá ocorrer, porém considerar a possibilidade de um incidente de segurança em cada aplicativo comercial dentro de uma infra-estrutura de TI pode ajudar consideravelmente.

Para começar, é necessário avaliar os aplicativos comerciais que você executa, um por um. Primeiramente, considere o impacto (o custo da não disponibilidade de um aplicativo comercial chave, por um dia) e, em seguida, a probabilidade do aplicativo ser afetado por um ataque cibernético.

Como uma empresa avalia o quanto deve gastar em segurança?
A quantia gasta em segurança depende da sua empresa. Marcas específicas da indústria costumavam definir o limite de quanto um banco, empresa de transporte ou varejista deveria gastar com segurança. Os números diferem em variadas indústrias e a informação sobre quanto a concorrência gasta em segurança pode fornecer um ponto de referência para determinar se a sua empresa está mais ou menos exposta do que as outras empresas do setor.

Sobre o autor
John Schwarz é presidente e diretor de operações da Symantec, responsável pelo desenvolvimento de produtos, respostas a incidentes, vendas, suporte, serviços profissionais e relações entre parceiros da Symantec.

Anteriormente, Schwarz foi presidente e diretor executivo da Reciprocal Inc., fornecendo abrangentes serviços de e-commerce seguros de empresas para empresas, para a distribuição de conteúdo digital através da Internet. Ele liderou a empresa desde o seu início, até se tornar uma empresa operacional com faturamento crescente em mais de 100 porcento por ano durante a sua gestão. Além disso, Schwarz estabeleceu os serviços da empresa, com mais de 100 clientes, incluindo virtualmente todas as principais empresas de mídia.

Antes de liderar a Reciprocal, Schwarz trabalhou na IBM Corporation por 25 anos. Mais recentemente, ele foi o Gerente Geral da Unidade de Soluções Industriais da IBM, uma empresa mundial que se concentra em criar aplicativos comerciais e serviços relacionados para o grande número de clientes da IBM, gerando mais de 6 bilhões de dólares de faturamento proveniente de produtos e serviços associados.

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