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O que todo executivo deve saber sobre o worm Sasser

Por Linda McCarthy
Consultora de Segurança Executiva, Escritório da Direção de Tecnologia

ID do Artigo: 3717
6 de maio de 2004
Impacto nos negócios
Visão geral
O que os executivos devem saber
O que deve ser evitado
Como reparar
Recomendações e práticas a serem adotadas
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Impacto nos negócios
Nível quatro – Grave

Ameaça atual: W32.Sasser.B.Worm

Vulnerabilidade anunciada: Atualização de segurança MS04-011 da Microsoft de 13 de abril de 2004

Sistemas afetados: XP e 2000 são vulneráveis

Sistemas não afetados: Linux, Macintosh, UNIX, Windows 3.x

Região: Taxa de infecção mais alta registrada na região da Europa, Oriente Médio e África, seguida pelas Américas, APAC e Japão.

Mercados: Alto índice de penetração em sistemas de usuários domésticos

Efeitos: Milhões de sistemas domésticos já estão infectados. O impacto global dessas ameaças permanece alto e demonstra claramente o uso de técnicas eficientes sem a intervenção do usuário, usadas para infectar remotamente milhões de sistemas. O Sasser.B.Worm representa um risco para redes corporativas ao se aproveitar de conexões do tipo “porta de trás” estabelecidas com redes domésticas desprotegidas de funcionários.

Visão geral
Como a infecção ocorre: Esse worm tenta explorar uma vulnerabilidade de estouro de buffer no Serviço de subsistema de autoridade de segurança local (LSASS). A interface do LSASS é um alvo atraente para hackers, pois apresenta uma falha que contém componentes de autenticação, além de ser fácil de explorar. Essa falha, quando explorada, permite que um hacker controle totalmente o computador da vítima.

O Sasser.B.Worm se propaga ao verificar endereços IP aleatórios em busca de sistemas vulneráveis na porta TCP 445. Após se conectar à porta, ele tenta explorar a vulnerabilidade do LSASS criando e executando um script. O sistema atacado faz o download e executa o worm a partir de um host infectado. O sistema também passa a agir como um servidor FTP (na porta TCP 5554). Embora a Microsoft tenha anunciado essa vulnerabilidade e criado uma correção lançada em 13 de abril de 2004, diversos usuários não instalaram a correção, especialmente em redes domésticas, deixando seus sistemas vulneráveis a infecções. O Sasser.B.Worm demonstra mais uma vez que o intervalo de tempo entre o anúncio de uma falha e um ataque sério que a explora está cada vez mais curto.

O que os executivos devem saber
O Relatório de Ameaças à Segurança da Internet de 2003 demonstrou que a porta TCP 445 foi uma das dez portas mais atacadas no ano de 2003. O Sasser.B.Worm comprova que essa tendência continua em 2004, portanto executivos deveriam se certificar de que suas conexões internas e externas estejam protegidas (o que inclui as redes domésticas de funcionários). Esse worm começou a infectar computadores em um fim de semana. Ele pode infectar redes corporativas quando usuários desligam seus notebooks e retornam ao trabalho, após usarem seus sistemas desprotegidos em redes domésticas remotas durante o fim de semana, demonstrando assim a necessidade de uma segurança rigorosa em redes domésticas e de usuários.

Os executivos não podem se deixar enganar pelo fato de que diversas infecções ocorrem em redes domésticas. Empresas que não possuem uma segurança adequada em redes domésticas de clientes e funcionários podem ser infectadas facilmente através de conexões do tipo "porta de trás". Tim Mather, Diretor de Segurança da Symantec, afirmou que “o Sasser.B.Worm não é uma ameaça que ataca a maioria das empresas pela porta da frente, uma vez que a porta usada (445) deve estar bloqueada. Porém, usuários domésticos que não possuem um firewall pessoal ou as correções de segurança podem ser infectados pelo Sasser.B.Worm. Sendo assim, quando esses usuários tentarem conectar seu computador doméstico infectado à rede corporativa remota (por exemplo, usando uma conexão VPN), o Sasser.B.Worm poderá ser introduzido na rede da empresa através dessa conexão pela "porta de trás". Como a maioria das empresas (especialmente as que utilizam o Active Directory da Microsoft) não bloqueia internamente a porta 445 (usada para os Serviços de Diretório da Microsoft), esses sistemas infectados tentarão espalhar o worm para outros sistemas internos desprotegidos.”

Em 2004, veremos ameaças cada vez mais complexas e velozes. Os executivos deverão garantir a implantação de controles adequados, a fim de proteger e bloquear a propagação dessas ameaças. Eles devem compreender o impacto que isso pode ter nos negócios, bem como treinar suas equipes para que políticas de respostas sejam implementadas. Os usuários domésticos devem instalar e atualizar seu software antivírus e investir em um firewall eficaz. Além disso, todos os usuários de sistemas domésticos devem ser instruídos sobre a execução de anexos de e-mail. Os usuários domésticos e pequenos escritórios têm ajudado na propagação desse worm.

Principais problemas: o que deve ser evitado

1. Degradação da rede
Ao ser ativado, esse worm se copia para uma pasta no diretório do Sistema do Windows e adiciona uma chave de execução ao Registro que é carregada durante a inicialização do sistema. O sistema também passa a agir como um servidor FTP (na porta TCP 5554). A propagação pode prejudicar o desempenho e os recursos da rede (como a CPU e a memória).

2. Infecções na rede corporativa
Usuários domésticos infectados que tentem conectar remotamente seu computador doméstico infectado à rede corporativa (por exemplo, via uma conexão VPN) irão infectar as redes corporativas.

Como reparar

A Symantec criou uma ferramenta de remoção desse worm que pode ser obtida no seguinte URL:
http://www.symantec.com/region/br/techsupp/avcenter/venc/data/br-w32.sasser.removal.tool.html

Recomendações e práticas a serem adotadas

1. Instale a correção do Microsoft Security Bulletin MS04-11, a fim de impedir que a falha de estouro de buffer do LSASS seja explorada por essa ameaça.

2. Use um gateway ou firewall pessoal para bloquear todas as conexões de entrada da Internet a serviços que não devem estar disponíveis ao público. As portas 445, 5554 e 9996 têm sido especialmente utilizadas nesse ataque.

3. Consulte o documento detalhado para obter uma lista de práticas e recomendações: http://www.symantec.com/region/br/techsupp/avcenter/venc/data/br-w32.sasser.b.worm.html

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