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Protegendo o Crescente Número de Computadores Móveis

ID do Artigo: 4563
Publicado nos EUA em 24 de agosto de 2004
Publicado no Brasil em 20 de outubro de 2004
Introdução
O aumento dos riscos aos negócios
As ameaças também evoluem
O cenário das ameaças combinadas
Uma abordagem preventiva
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Atualmente, a adoção de notebooks, tablet PCs e PDAs por empresas vem crescendo a cada dia. De fato, a agência de pesquisa Gartner Inc. prevê que, em 2010, cerca de 80% dos principais processos de negócios irão depender do compartilhamento de informações em tempo real entre funcionários móveis. Não é de se admirar que a tarefa de garantir a segurança de todos essas estações de trabalho móveis desponta como a prioridade número 1 em muitas empresas. Este artigo irá examinar os riscos aos negócios representados por ameaças da Internet, o cenário de ameaças em expansão e a necessidade de uma abordagem preventiva a fim de proteger cada computador móvel.

O aumento dos riscos aos negócios
Aqueles que ainda duvidam de que ameaças da Internet representam um alto risco aos negócios devem consultar a pesquisa “E-Crime Watch” realizada em 2004 com autoridades legais e de segurança pela revista CSO Magazine, o Serviço Secreto norte-americano e o Centro de Coordenação CERT da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos. A pesquisa revelou que um número significativo de empresas registrou um aumento em crimes eletrônicos e intrusões em redes, sistemas ou dados em 2003. Dentre os entrevistados, 43% confirmaram um aumento em crimes eletrônicos e intrusões em relação ao ano anterior, enquanto que 70% relataram a ocorrência de ao menos um crime eletrônico ou intrusão em sua empresa.

Os entrevistados relataram que lidar com crimes eletrônicos custou às suas empresas cerca de 666 milhões de dólares em 2003. Quando perguntados sobre os tipos de perda registrados por sua empresa, 56% dos entrevistados declararam perdas operacionais, 25% indicaram perdas financeiras e 12% declararam outros tipos de perda.

A pesquisa “E-Crime Watch” enfatiza a necessidade de implementar uma segurança eficaz em computadores móveis à medida que cresce o volume de informações de negócios importantes armazenadas em computadores móveis, a fim de proteger a propriedade intelectual e assegurar a continuidade dos negócios. Os administradores de segurança enfrentam os desafios de gerenciar a segurança desses sistemas remotos (ou, no mínimo, garantir que os sistemas que se conectam à rede corporativa sejam devidamente autenticados). Embora fornecer acesso ao mundo exterior (por exemplo, a funcionários móveis, escritórios remotos, serviços terceirizados, parceiros e fornecedores) seja necessário aos negócios, gerenciar com eficiência tal ambiente pode se mostrar uma tarefa ingrata.

E não é somente a propriedade intelectual que está ameaçada. Considere essa estatística chocante: embora a pesquisa anual sobre segurança e crimes digitais do CSI/FBI tenha mostrado uma queda no número de empresas que registraram o roubo de notebooks em 2003, mais da metade dos entrevistados nos últimos anos declarou ter sido vítima de um crime relacionado.

Ao mesmo tempo, o IDC prevê que, em 2008, 50% dos computadores nos Estados Unidos serão notebooks (um aumento, se comparado aos 29% em 2004), o que representa um aumento também no número de alvos de hackers.

As ameaças também evoluem
Junto com essas estatísticas, aumentam também a quantidade e a variedade das ameaças. Atualmente, as chamadas ameaças combinadas, como o Blaster e o Sobig.F, estão cada vez mais sofisticadas. As ameaças combinadas reúnem características de vírus, worms, Cavalos de Tróia e códigos maliciosos, e valem-se da vulnerabilidade de estações de trabalho, servidores e gateways para disseminar ataques. A prevenção dessas ameaças é difícil, pois as mesmas são criadas para enganar os produtos de segurança comuns atualmente implementados nas empresas.

Ameaças combinadas são totalmente diferentes dos vírus e worms tradicionais, principalmente na velocidade em que se propagam. Por exemplo, o worm Slammer infectou computadores no mundo todo em apenas 10 minutos. O que as torna diferentes é a sua intenção de causar danos, o uso que fazem de diversos métodos de infecção e o modo eficaz com que se propagam, descobrindo e explorando vulnerabilidades em redes e na interoperabilidade de produtos de segurança.

O cenário das ameaças combinadas
Ameaças combinadas, como o Blaster, geralmente encontram modos inteligentes de ignorar as medidas de segurança do perímetro. Por exemplo, é muito comum uma ameaça combinada infectar inicialmente um computador externo ao firewall, como por exemplo um notebook que acessa a Internet usando uma conexão doméstica fornecida por provedores locais. Quando esse PC infectado estabelece uma conexão VPN a um sistema corporativo, o sistema de segurança do perímetro da empresa é completamente ignorado.
Em seguida, a ameaça combinada fica residente na memória e espera para atacar compartilhamentos de arquivos abertos e vulnerabilidades de servidores da Web em conexões VPN. Isso permite que a ameaça infecte os sistemas corporativos, distribua um vírus de envio em massa, realize o seu ataque principal e assim por diante.
Vale relembrar que o ponto importante é que a ameaça nunca esbarre nas defesas de segurança do perímetro. E como a ameaça utiliza muitos métodos diferentes de propagação, as medidas antivírus sozinhas não conseguem detê-la.

Uma abordagem preventiva
Proteger os computadores móveis corporativos exige uma estratégia de segurança que inclua quatro elementos críticos. Em primeiro lugar, um sistema de aviso preventivo que permita alertar sobre ameaças novas e iminentes. Segundo, tecnologias apropriadas devem ser implementadas para proteger os dispositivos móveis. Em terceiro lugar, um plano deve ser criado para responder quando da ocorrência de um ataque. Por fim, um sistema abrangente deve ser estabelecido para gerenciar continuamente as questões relacionadas à segurança. Vamos analisar detalhadamente cada um desses elementos.

Uma proteção dinâmica deve começar com um sistema eficiente de alertas preventivos. As empresas devem ser informadas sobre as novas ameaças assim que surgirem, e saber quais medidas tomar para evitar que infectem os computadores móveis.

Como já mencionado, as defesas do perímetro não são suficientes para impedir que as ameaças se propaguem de computadores remotos ou móveis através de uma conexão VPN. Isso quer dizer que os computadores móveis devem contar com a proteção adequada para interromper essas ameaças antes que infectem os principais sistemas.

É importante entender também que o antivírus sozinho não é suficiente para proteger os computadores remotos e móveis. O antivírus só verifica arquivos no nível do sistema de arquivos. Ele não inclui um firewall ou um “semáforo” de prevenção de intrusões para monitorar o tráfego de entrada e saída. Isso significa que o antivírus só pode oferecer proteção parcial contra ameaças combinadas que usem diversos métodos de propagação. Para impedir essas ameaças combinadas, é necessário um conjunto de recursos de antivírus, firewall e prevenção de intrusões.

E esses diferentes recursos precisam se comunicar e funcionar em conjunto. Produtos isolados em computadores remotos e móveis não se integram e não têm como se comunicar para bloquear com eficiência as ameaças combinadas. E isso dificulta a execução de ações preventivas, principalmente no caso de computadores móveis e remotos, que podem estar desconectados da rede central a maior parte do tempo.

É necessário ainda registrar atividades suspeitas em computadores remotos e utilizar tais informações para aperfeiçoar a postura de segurança geral. Além disso, as empresas deveriam adotar a tecnologia “push” para receber rapidamente atualizações de conteúdo em todos os computadores móveis, independentemente do local onde estejam ou da freqüência com que são conectados.

Os computadores móveis também criam problemas óbvios quando se trata de manutenção e gerenciamento. Tentar manter produtos avulsos de antivírus, firewall e detecção de intrusões em computadores móveis pode ser uma tarefa complicada, demorada e cara. É preciso gerenciar e manter com eficiência todos os diferentes recursos de segurança dos computadores.

Para proteger com eficácia os notebooks, tablet PCs e PDAs dos funcionários contra as crescentes ameaças atuais, uma empresa deverá ser capaz de incluir todos esses computadores em sua “esfera de controle”. A melhor maneira de enfrentar esse desafio é implementar uma estrutura integrada e dinâmica de segurança de computadores móveis que permita aos componentes de antivírus, firewall e prevenção de intrusões funcionar em conjunto para oferecer proteção total. Tal estrutura integrada poderá garantir a proteção mesmo em um cenário em que o número de computadores móveis cresça a cada dia.

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