A Importância
das Métricas de Segurança
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Neste artigo, será abordado
o que está sendo feito atualmente por alguns
visionários no sentido de medir a segurança,
lidar com as métricas e usar métodos
para criar uma lista de avaliação de
segurança. Também falarei sobre alguns
dos desafios no desenvolvimento de melhores métricas.
Diversas empresas possuem iniciativas e preocupações
diferentes quanto à segurança, portanto
as métricas a adotar dependem daquilo que você está tentando
proteger e medir, e da postura atual de segurança
da sua empresa. Por exemplo, algum setor foi terceirizado?
Você está tentando medir o tempo de detecção
e de resposta? Você ainda está cuidando
das operações em vez de cuidar dos resultados?
Então vamos analisar o que a CISO está fazendo
para medir o sucesso de programas de gerenciamento
de segurança das informações por
meio de melhores métricas e medições.
Examinaremos a necessidade de melhores métricas
e medições de segurança, discutiremos
o que algumas dessas organizações visionárias
estão fazendo e, em seguida, mencionaremos uma
estrutura que irá ajudá-lo a desenvolver
uma lista de avaliação de métricas
de segurança para a sua organização.
Ao longo deste artigo, comentarei sobre um relatório
de pesquisa organizado pelo Sand Hill Group, que entrevistou
alguns dos principais especialistas em segurança
para reunir bons exemplos para a criação
de uma lista de segurança.
Mudança
cultural
De onde vem a necessidade de métricas de segurança?
Da necessidade de medir o sucesso de um programa de
segurança das informações, uma
vez que a segurança exige uma abordagem abrangente,
e é necessário otimizar todos os recursos
envolvidos no processo, ou seja, as pessoas, os processos
e as tecnologias empregadas para tornar segura a sua
corporação ou organização.
Conforme os programas de segurança foram se
desenvolvendo, a necessidade de uma mudança
cultural se tornou um componente essencial dentro da
organização, de modo que a segurança
começou a ser considerada parte essencial nos
procedimentos de negócios. Essa mudança
cultural exige, em primeiro lugar, uma continuidade
dos processos para ajudar a sustentar as melhores práticas
com o tempo. Isso também requer o desenvolvimento
de estruturas de gerenciamento para assegurar consistência
dentro da organização. Além disso,
existe uma necessidade de métricas e medições
associadas a esses processos para desenvolver uma base
inicial, um conjunto de metas a serem alcançadas
e como essas metas serão acompanhadas com o
tempo.
Uma das coisas que não pode ser subestimada à medida
que você desenvolve esses programas é a
importância da comunicação. Isso
se aplica principalmente às métricas
de segurança das informações.
Você precisa manter uma comunicação
de alto nível entre a gerência e os funcionários
com relação ao status do programa. Precisa,
ainda, informar a todos continuamente sobre o sucesso
e os empecilhos. Use também histórias
de sucesso para educar o gerenciamento executivo e
obter suporte.
Lições de gerenciamento de qualidade total
De certo modo, criar um sistema de métricas
e medição da segurança para o
seu programa de segurança de informações é bem
semelhante aos outros esforços que já podem
estar em desenvolvimento na sua empresa. Se você examinar
em sua empresa quais são as outras iniciativas
de medição de processo em vigor (por
exemplo, Seis Sigma para gerenciamento de qualidade),
os desafios a serem enfrentados no desenvolvimento
de um programa de métricas e medição
da segurança não serão muito diferentes
dos enfrentados em um programa de gerenciamento de
qualidade total (Total Quality Management, TQM).
Na verdade, existem paralelos entre os programas TQM
que foram adotados e os programas de segurança
de informações em termos de métrica
e medição. Os primeiros empreendedores
de TQM eram sempre considerados pelos profissionais
(ou seja, as pessoas que se preocupam com o gerenciamento
da qualidade) como obstáculos na condução
dos negócios em seus cotidianos. De fato, há até mesmo
um nome para isso: custo de qualidade. De forma semelhante,
haverá um custo de segurança com o qual
você deve se preocupar, o qual será abordado
um pouco mais adiante. Isso ocorre mesmo que haja um
mandato corporativo em vigor, o qual implemente um
programa permitindo às pessoas medirem seu desempenho
em termos de segurança de informações
ou qualidade.
Portanto, é importante entender quais lições
já foram assimiladas em outras iniciativas de
sua organização. Como elas foram desenvolvidas?
De que maneira esses programas foram gerenciados? Eles
tratavam da qualidade ou da segurança? E como
eles transformaram as metas da empresa para que ficassem
em sincronia com essas metas de qualidade? Você precisa
fazer algo semelhante com a segurança. Além
disso, como as pessoas se relacionavam com os funcionários
para ajudar no desenvolvimento de melhores práticas,
envolvendo-os no processo e, assim, desenvolvendo métricas
e técnicas de medição? Como aplicar
isso à segurança? Vou falar novamente:
você precisa examinar o que foi feito no passado.
O que deve ser medido
Agora vamos aprofundar um pouco mais e discutir sobre
como você pode estabelecer avaliações
de desempenho e, basicamente, indicadores-chave de
desempenho (Key Performance Indicators, KPIs) para
diferentes áreas funcionais em segurança.
Para cada uma dessas áreas, será necessário
desenvolver KPIs e, naturalmente, as medidas de desempenho-chave
correspondentes (Key Performance Measurements, KPMs).
Além disso, você pode usá-los
para desenvolver os padrões de desempenho,
definir metas e acompanhar o andamento.
Em algumas áreas, como testes de vulnerabilidade
e treinamento de conscientização de usuários,
as métricas podem ser mais fáceis de
serem determinadas, porém é necessário
analisar todas as áreas funcionais da sua empresa
quanto ao gerenciamento da segurança de informações
e os métodos de desenvolvimento das métricas
para cada uma dessas áreas.
Aqui estão alguns exemplos específicos
de métricas:
- Avaliação de riscos. Uma
das empresas está controlando a porcentagem
de sistemas que tiveram uma avaliação
formal de riscos executada, documentada e revista
pela gerência.
- Teste de vulnerabilidade. A porcentagem
de sistemas cujos controles de segurança foram
testados e avaliados no ano passado.
- Resposta a incidentes. O tempo médio
decorrido entre a descoberta de uma vulnerabilidade
ou deficiência e a implementação
da ação corretiva. Isso reflete a capacidade
de reação da equipe de resposta às
vulnerabilidades assim que são descobertas.
- Proteção de infra-estrutura.
A porcentagem de sistemas com as correções
mais recentes instaladas ou outros tipos de proteção.
No caso de algumas empresas, é a porcentagem
de sistemas movidos para uma nova infra-estrutura
de rede criada para permitir uma separação
virtual da rede.
- Controle de acesso. Em algumas empresas, é a
porcentagem de sistemas que têm políticas
de controle de acesso definidas e implementadas,
e se elas obedecem às políticas da
empresa.
- Treinamento de segurança de TI.
A porcentagem de funcionários com significativa
responsabilidade sobre a segurança (como acesso
privilegiado a sistemas ou informações)
que foram analisados quanto à sua experiência
e que receberam treinamento especializado (esta é uma
métrica interessante, pois poucas pessoas
pensam sobre isso como algo que possa ser medido)
.
- Conformidade com as regulamentações.
Uma empresa mencionou uma métrica do número
de incidentes relatados ao SEC e ao Federal Computer
Incident Response Center (Centro federal de resposta
a incidentes de informática).
Para cada área, é preciso decidir o
que será monitorado, como será monitorado
e qual a melhor freqüência de comunicação
sobre o progresso para a sua empresa, de acordo com
os recursos disponíveis.
Desenvolvendo uma lista de avaliação de segurança
O relatório de pesquisa do Sand Hill Group
oferece um bom exemplo para ajudá-lo a desenvolver
uma lista de avaliação de segurança.
Mesmo assim, não se esqueça de que isso é apenas
um exemplo. Como mencionado anteriormente, o conhecimento
passado sobre o que funciona em sua empresa é muito
mais útil do que qualquer outra coisa proposta
por uma pessoa de fora, porque aquilo é o que
funciona no seu ambiente.
Sendo assim, você deve começar analisando
os componentes funcionais que deseja medir. Inclusive
usar algo similar a ISO 17799 como um guia para desenvolver áreas
de controle que está tentando medir (talvez
você já tenha adotado isso em sua empresa
como parte do seu programa de segurança). Esses
domínios funcionais podem ser treinamento de
conscientização de usuários, política,
gerenciamento de auditoria, resposta a incidentes,
acesso remoto, continuidade comercial e recuperação
de desastres, gerenciamento da infra-estrutura de PKI,
avaliação de risco e assim por diante.
Você precisará dar prioridade aos componentes
que deseja medir.
Em seguida, como em qualquer programa, é preciso
capacitar os funcionários envolvidos para que
eles possam ajudá-lo a definir e estabelecer
o que deve ser medido e que métodos de medição
serão adotados. Esta etapa é muito importante.
E lembre-se: conseguir o envolvimento dos funcionários
não significa que você irá obter
todos os recursos internamente. Você pode usar
recursos internos e externos, como os do National Institute
of Standards and Technology (NIST) (Instituto Nacional
de Padrões e Tecnologia). Ele fornece exemplos
sobre como projetar as métricas granulares.
Há ainda organizações comerciais às
quais você pode se associar. Também leve
em consideração o contato com outros
profissionais da área. Descubra o que eles estão
fazendo.
Você também precisará definir
como implementar essas métricas. São
necessários métodos para analisar cada
detalhe granular e chegar ao alinhamento direto com
os objetivos comerciais, para que possa se comunicar
com pessoas em níveis diferentes e ainda assim
fazer com que elas entendam como você está se
saindo no seu programa.
Agora, as medidas reais são feitas em cinco
categorias diferentes, de acordo com o relatório
de pesquisa do Sand Hill Group (novamente, isso é apenas
um esquema de trabalho ou um modelo.) As cinco categorias
são: pessoas, processos e tecnologias (categorias
internas), clientes e custo de segurança (categorias
externas).
Dimensões de
desempenho
O KPI que está sendo registrado refletirá o
desempenho em uma das três dimensões:
- Desempenho. Como estamos indo?
- Valor. Qual é o
valor para o responsável
pela tarefa?
- Desempenho relativo. Como estou me
saindo em relação
aos meus colegas?
Vamos considerar um exemplo específico para
que isso fique mais palpável. Analise as medidas
de amostra para o domínio funcional Conscientização
da Segurança do Usuário na categoria
Cliente. Para as Dimensões de Desempenho diferentes,
o desempenho poderia ser expresso como uma porcentagem
de funcionários treinados em questões
de segurança. O valor poderia ser uma medida
da redução do tempo de inatividade
causado por vulnerabilidades de segurança,
expressa como a porcentagem do progresso atingido
em relação a um objetivo específico.
A medida de desempenho relativo poderia comparar
a porcentagem de funcionários treinados em
um determinado grupo com a de outros grupos na empresa.
Lembre-se de que essas medidas representam um valor
agregado de todas as iniciativas destinadas a melhorar
a Conscientização de Segurança
do Usuário.
Para revisar rapidamente, lembre-se: é necessário
determinar que áreas você irá medir
e que recursos internos você analisará na
empresa a fim de aprender sobre o que funcionou no
passado em termos de iniciativas de processo, métricas
e medidas. E, em seguida, como começar a fazer
isso: o quê, como, a base, os objetivos e o
progresso. E não se esqueça: a comunicação é extremamente
importante.
Conclusão
Por que razão há esta necessidade de
excelência contínua? Porque você precisa
saber como está indo ou não, e as métricas
são uma maneira de melhorar o desempenho e de
obter fundos. Um CIO disse ao Sand Hill Group que um
dia poderá haver algo como o Prêmio de
Segurança, que fará pela segurança
de informações o que o Malcolm Baldridge
Award fez para estimular a adoção de
TQM em toda a América corporativa. Eu concordo
com ele. Quando se trata de criar a lealdade do cliente
e a construir sua marca, pense em formas de usar a
segurança de informações para
o seu próprio benefício.
Links Relacionados:
Para saber mais
sobre como os principais profissionais de segurança
estão desenvolvendo e
implementando as métricas de segurança,
assista ao webcast (em inglês) Executive
Series:
How to Create and Manage a World-Class Information
Security Organization. Part
Three: Metrics, apresentado por Linda McCarthy e representantes
do Sand Hill Group e Motorola.
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