Combatendo
Fraudes Online
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O que antes parecia uma goteira
agora virou uma enxurrada.
Hoje em dia, milhares de ataques de fraude online
são lançados, visando os clientes de
instituições financeiras, colocando em
risco e ameaçando não só o nome
e a reputação dessas instituições,
mas também a confiança de seus clientes
online. Relatórios recentes mostram um quadro
alarmante: de acordo com o Anti-Phishing Working Group
(Grupo de trabalho anti-phishing), o número
de ataques de phishing subiu de 116 em dezembro de
2003 a 1.422 em junho de 2004 – um aumento de
12 vezes em apenas seis meses. Além disso, esses
ataques são caros; a Gartner Inc. estima que
só os esquemas de phishing custam aos bancos
1,3 bilhão de dólares.
Este artigo analisa os tipos mais avassaladores de
fraude via e-mail que circulam atualmente e as medidas
que as instituições financeiras podem
adotar para mitigar essas ameaças, incluindo
detecção e bloqueio de e-mails fraudulentos,
informação aos clientes, avaliação
da segurança dos computares desktop e proteção
avançada.
Diversas empresas possuem iniciativas e preocupações
diferentes quanto à segurança, portanto
as métricas a adotar dependem daquilo que você está tentando
proteger e medir, e da postura atual de segurança
da sua empresa. Por exemplo, algum setor foi terceirizado?
Você está tentando medir o tempo de detecção
e de resposta? Você ainda está cuidando
das operações em vez de cuidar dos resultados?
Então vamos analisar o que a CISO está fazendo
para medir o sucesso de programas de gerenciamento
de segurança das informações por
meio de melhores métricas e medições.
Examinaremos a necessidade de melhores métricas
e medições de segurança, discutiremos
o que algumas dessas organizações visionárias
estão fazendo e, em seguida, mencionaremos uma
estrutura que irá ajudá-lo a desenvolver
uma lista de avaliação de métricas
de segurança para a sua organização.
Ao longo deste artigo, comentarei sobre um relatório
de pesquisa organizado pelo Sand Hill Group, que entrevistou
alguns dos principais especialistas em segurança
para reunir bons exemplos para a criação
de uma lista de segurança.
Técnicas
traiçoeiras
Usando técnicas como defraudação
de marca e phishing, os criminosos freqüentemente
conseguem convencer os clientes mais desavisados a
fornecer senhas, números de conta, números
CPF, CNPJ e RG e outras informações pessoais.
Em muitos casos, isso vem aumentando ainda mais o grave
problema de roubo de identidade.
- Defraudação de marca – Ocorre
quando o infrator envia um e-mail de aparência
legítima que parece ter sido criado por empresas
grandes ou de renome. Esse tipo de e-mail traz um conteúdo
enganoso no corpo da mensagem, usando de forma fraudulenta
logotipos falsos da empresa ou um texto convincente
que parece ser legítimo. Ao fazer uso dessas
marcas, os agressores podem atrair a atenção
dos clientes atuais e de potenciais clientes da empresa.
Alguns e-mails são tão convincentes que
mesmo usuários mais experientes não conseguem
distinguir entre o e-mail de defraudação
da marca e comunicados legítimos da empresa.
- Phishing – Obviamente, para os criminosos
de fraudes online, o objetivo não é a
defraudação da marca em si. Ela serve
apenas para convencer os destinatários a fornecerem
seus dados pessoais e informações financeiras.
O termo usado para essas tentativas maliciosas de se
coletar informações de clientes com o
objetivo de cometer uma fraude é "phishing" (pronunciado “fishing”).
Em alguns casos, o phishing é cometido ao redirecionar
os clientes a um website fraudulento com aparência
legítima. Esse tipo de website traz instruções
ou formulários que permitem ao agressor obter
números de contas bancárias, endereços
e números de identidade – todos os dados
necessários para roubo de identidade.
- Roubo de identidade – A defraudação
de marcas e o phishing vêm piorar uma situação
que já era difícil para muitos clientes
de empresas de diversos mercados, incluindo o de serviços
financeiros. O Centro de Recursos de Roubo de Identidade
(ITRC, Identity Theft Resource Center) relata que o
roubo de identidade é a preocupação
número um dos clientes que entram em contato
com a Comissão Federal de Comércio (FTC,
Federal Trade Commission). Dois estudos concluídos
em junho de 2003 pela Gartner Research e Harris Interactive
relatam que aproximadamente sete milhões de
pessoas foram vítimas do roubo de identidade
nos 12 últimos meses – um aumento significativo
em comparação com o ano anterior. O efeito
do roubo de identidade inclui uma média de 600
horas gastas por vítima na recuperação
após o crime, a um custo alto devido à perda
de receita potencial. Além disso, outro relatório
de 2003 do ITRC concluiu que as perdas nos negócios
variam entre 40 mil dólares e 92 mil dólares
por nome em taxas fraudulentas.
Uma luz no fim do túnel
Graças, em parte, aos esforços de organizações
como o Anti-Phishing Working Group, há uma luz
no fim do túnel. Por exemplo, os clientes das
empresas do setor financeiro (devido aos ataques ao
Citibank e U.S. Bank) e do setor de vendas online (devido
aos ataques ao eBay e ao Paypal) são os que
sofrem mais ataques (os clientes do Citibank foram
alvo de 492 ataques diferentes em junho). Além
disso, os websites destinados a phishing têm
vida curta: 2,25 dias em média. Cerca de 25%
dos sites de phishing são alocados em servidores
da Web que foram seqüestrados por hackers. E quase
todos esses websites (94%) permitem que seus desenvolvedores
façam o download remoto dos dados capturados.
Extensão da ameaça
Apesar dos custos diretos dessas novas ameaças
estarem sendo avaliados de diversas formas, nenhum
relatório levou em consideração
os custos indiretos encarados pelas instituições
financeiras. Considere o seguinte: a confiança
do cliente é a base fundamental do mercado de
serviços financeiros. Sem isso, todo o modelo
de serviços financeiros desaba. Os clientes
devem ser capazes de confiar nas instituições
financeiras para proteger a privacidade e garantir
a precisão das transações. Os
ataques de phishing ameaçam a confiança
do consumidor ao disseminar o descrédito em
transações online. Por isso, muitos observadores
do mercado consideram o phishing a principal ameaça
ao futuro dos serviços bancários online.
Não podemos deixar de lado o aumento nos custos
de serviço e suporte ao cliente, em decorrência
da enxurrada de chamadas ao centro de suporte por parte
dos clientes, quando estão tentando verificar
a legitimidade dos e-mails recebidos ou obter uma compensação
pelo roubo de suas identidades.
Contra-ataque
Alguns relatórios mostram que uma porcentagem
significativa dos clientes dos serviços bancários
online estão mudando seu comportamento devido
aos ataques de phishing. Quais as medidas que as instituições
financeiras devem tomar para mitigar a fraude online?
A Symantec acredita que uma abordagem múltipla
se faz necessária, incluindo os seguintes componentes:
- Detecção, filtragem e alertas
em rede de fraudes via e-mail
- Informação online ao cliente
- Capacidade de avaliação da
segurança dos computares desktop para clientes
das instituições financeiras
- Meios para os clientes adquirirem os produtos
e serviços necessários para aumentar
o nível de sua proteção
O segredo do sucesso de qualquer programa anti-fraude é a
habilidade de interceptar os e-mails fraudulentos antes
que cheguem às caixas de entrada das possíveis
vítimas. Em uma visão mais ampla, isso
significa trabalhar com os provedores e monitorar a
Internet em busca de e-mails fraudulentos, identificando
ataques de fraude e implementando regras anti-fraude
na forma de filtros atualizados constantemente, afim
de impedir que as mensagens fraudulentas cheguem aos
consumidores. As instituições financeiras
devem ser alertadas imediatamente quando um ataque
estiver a caminho para que possam colocar os procedimentos
de resposta adequados em operação.
Deve-se destacar que, diferentemente do spam, os ataques
de fraude são mais difíceis de serem
detectados sem os algoritmos especializados de detecção
e inspeção. Um programa anti-fraude precisa
de técnicos especializados e meios tecnológicos
para identificar os ataques de fraude em sua fase inicial.
Além disso, as instituições financeiras
precisam de um mecanismo de coleta de informações
sobre os perpetradores de fraudes via e-mail que auxilie
a processar os criminosos e a proteger os direitos
legais de nomes, marcas registradas e da propriedade
intelectual em geral. Informação,
avaliação da segurança do
desktop, proteção
Como muitas outras ameaças online atuais, a
fraude online se desenvolve continuamente. Por isso,
a informação constante dos clientes é crucial
para ajudá-los a mudar seu comportamento e a
evitar a fraude online. O aviso sobre as ameaças
mais recentes e a oferta de informações
sobre como se proteger contra elas fazem parte da primeira
etapa. Artigos informativos, conselhos de especialistas
e alertas de segurança em tempo real também
devem ser considerados.
Um programa anti-fraude efetivo permite que os clientes
das instituições financeiras identifiquem
os pontos fracos na segurança de seus computadores
através de uma avaliação de
segurança online. Tal avaliação
deveria verificar: vulnerabilidade a hackers, vulnerabilidades
do Windows, Cavalos de Tróia, produtos antivírus
e atualizações da proteção
contra vírus.
Para finalizar, o programa anti-fraude deve permitir
que os clientes das instituições financeiras
comprem ou façam download dos produtos e serviços
identificados na avaliação.
Conclusão
Essa é a nova cara da fraude online. Já se
foi o tempo em que os hackers buscavam notoriedade
pela deformação ou destruição
de websites famosos. Atualmente, eles são motivados
por um princípio mais vantajoso: lucro. E cada
vez mais eles têm recebido o investimento necessário
para criar novos tipos de fraudes. Conforme observou
o ex-Consultor-mor de segurança no espaço
cibernético da Casa Branca, Richard Clarke,
sobre os “bandidos” online atuais:
"Em uma extremidade do espectro estão
aqueles tentando se exibir. Com freqüência,
são adolescentes fazendo o equivalente a 'tirar
um racha' no espaço cibernético. Entretanto,
no próximo nível estão pessoas
envolvidas em fraude e extorsão."
Um programa efetivo anti-fraude ajudará as
instituições financeiras a protegerem
a si e a seus clientes contra tais bandidos. Ao mesmo
tempo, ele pode ajudá-las a proteger seu nome
e sua reputação, e a preservar a confiança
de seus clientes nas transações online.
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