O Padrão de Segurança Global Emergente: ISO 17799
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Os gerentes de segurança vêm a muito tempo esperando por alguém que produza um conjunto razoável de padrões de segurança de informações, reconhecido globalmente. Muitos acreditam que um código de prática, ajudaria a suportar os esforços dos gerentes de TI. Ajudaria também a influenciar decisões, aumentaria a cooperação entre os vários departamentos em nome do interesse comum pela segurança e ajudaria a tornar a segurança, uma das prioridades organizacionais.
Desde o seu lançamento pela Organização de Padrões Internacionais (International Standards Organization) em dezembro de 2000, o ISO 17799 se tornou o padrão de segurança mais reconhecido em todo o mundo. O ISO 17799 é definido como "um abrangente conjunto de controles formado pelas melhores práticas em segurança de informações".
As origens do ISO 17799
Por mais de 100 anos, o British Standards Institute (BSi) e o International Organization for Standardization (ISO) vêm fornecendo referências globais para padrões operacionais, de fabricação e de desempenho. Uma coisa que o BSi e o ISO não tinham ainda proposto era um padrão para a segurança de informações.
Finalmente em 1995, o BSi lançou seu primeiro padrão de segurança, BS 7799. O BS 7799 foi criado com a intenção de abranger assuntos de segurança relacionados ao e-commerce. Em 1995, problemas como o Y2K e EMU tornaram-se precedentes sobre todos os outros assuntos. Para piorar, o BS 7799 foi considerado inflexível e não foi adotado globalmente. O momento não era correto e questões de segurança não despertavam grande interesse naquele tempo.
Avancemos para quatro anos mais tarde. Em maio de 1999, o BSi tentou novamente, lançando a segunda versão do BS 7799, uma enorme revisão da versão anterior. Essa edição continha vários aperfeiçoamentos e melhoras desde a versão de 1995. Foi nessa época que o ISO identificou a oportunidade e começou a trabalhar na revisão do BS 7799.
Em dezembro de 2000, o International Standards Organization (ISO) adotou e publicou a primeira parte do BS7799 como seu próprio padrão, chamando-o ISO 17799. Nessa mesma época, uma maneira formal de credenciamento e certificação de compatibilidade com os padrões foram adotadas. O Y2K, EMU e outras questões foram concluídas ou reduzidas no ano 2000, e a qualidade geral do padrão melhorou dramaticamente. A adoção do BS 7799 Parte 1 (o critério padrão) pelo ISO foi mais aceitável por um eleitorado internacional, e foi nessa época que um conjunto de padrões de segurança finalmente recebeu reconhecimento global.
Uma estrutura de recomendações
O padrão ISO 17799 elimina a segunda parte do BS 7799, que abrange implementação. O ISO 17799, como é conhecido hoje, é uma compilação de recomendações para melhores práticas de segurança, que podem ser aplicadas por empresas, independentemente do seu porte ou setor. Ele foi criado com a intenção de ser um padrão flexível, nunca guiando seus usuários a seguir uma solução de segurança específica ao invés de outra. As recomendações do ISO 17799 continuam neutras com relação à tecnologia e não fornecem nenhuma ajuda na avaliação ou entendimento de medidas de segurança já existentes. Por exemplo, discute a necessidade de firewalls, mas não aprofunda nos três tipos de firewalls e como devem ser usadas. Isso leva alguns opositores a dizer que o ISO 17799 é muito vago e pouco estruturado para ter seu valor realmente reconhecido.
A flexibilidade e imprecisão do ISO 17799 é intencional, pois é muito difícil criar um padrão que funcione para todos os variados ambientes de TI, e que seja capaz de crescer com a mutante paisagem tecnológica atual. Ele simplesmente fornece um conjunto de regras, em uma indústria onde elas não existiam.
As dez áreas de controle do ISO 17799:
- Política de Segurança - É necessário uma política para determinar as expectativas para segurança, o que fornece direção e suporte ao gerenciamento. A política deve também ser usada como uma base para revisões e avaliações regulares.
- Organização da Segurança - Sugere que uma estrutura de gerenciamento seja determinada dentro da empresa, explicando quais os grupos são responsáveis por certas áreas de segurança e um processo para o gerenciamento de respostas a incidentes.
- Classificação e Controle do Patrimônio - Exige um inventário do patrimônio de informações da empresa e, com esse conhecimento, garante que o nível de proteção apropriado seja aplicado.
- Segurança dos Funcionários - Indica a necessidade de educar e informar os funcionários atuais ou potenciais sobre a expectativa da empresa para com eles, com relação a assuntos confidenciais e de segurança, e como sua função na segurança se enquadra na operação geral da empresa. Tenha um plano de relatórios de incidentes.
- Segurança Física e Ambiental - Aborda a necessidade de proteger áreas seguras, equipamentos de segurança e controles gerais.
- Gerenciamento de Operações e Comunicações - Os objetivos dessa seção incluem:
- Garantir instalações para a operação correta e segura do processamento de informações;
- Minimizar o risco de falhas dos sistemas;
- Proteger a integridade do software e/ou das informações;
- Manter a integridade e disponibilidade do processamento de informações e comunicações;
- Garantir a proteção das informações em redes e da infra-estrutura de suporte;
- Evitar danos ao patrimônio e interrupções nas atividades da empresa;
- Prevenir perdas, modificações ou uso inadequado das informações trocadas entre empresas.
- Controle de Acesso - Identifica a importância da monitoração e controle do acesso a recursos da rede e de aplicativos, para proteger contra abusos internos e intrusões externas.
- Manutenção e Desenvolvimento de Sistemas - Reforça que com todos os esforços de TI, tudo deve ser implementado e mantido com a segurança em mente, usando os controles de segurança em todas as etapas do processo.
- Gerenciamento da Continuidade dos Negócios - Recomenda que as empresas se preparem com maneiras de neutralizar as interrupções às atividades comerciais, e protejam os processos comerciais cruciais, no evento de uma falha ou desastre.
- Compatibilidade - Instrui as empresas a observar como a sua compatibilidade com o ISO 17799 se integra ou não com outros requisitos legais como o European Union's Directive on Privacy (Diretivas da União Européia sobre Privacidade), Health Insurance Portability and Accountability Act (Decreto de Responsabilidade e Portabilidade de Seguro de Saúde, HIPAA) e o Gramm-Leach-Bliley Act (GLBA). Essa seção exige também uma revisão da política de segurança e compatibilidade técnica, além de considerações a serem feitas com relação ao sistema do processo de auditoria, para garantir que cada empresa se beneficie o máximo possível.
Benefícios do ISO 17799
Uma empresa com o certificado ISO 17799 pode fazer mais negócios do que aquelas sem certificação. Se um cliente em potencial estiver escolhendo entre dois serviços diferentes, e a segurança for uma preocupação, eles geralmente selecionarão a opção certificada. Além disso, uma empresa certificada oferecerá:
- Segurança corporativa aprimorada
- Planejamento e Gerenciamento de segurança mais efetivo
- Parcerias e e-commerce mais seguros
- Confiança aprimorada do cliente
- Auditorias de segurança mais seguras e precisas
- Redução de responsabilidades legais
Status do ISO 17799
O ISO está atualmente revisando o 17799 para torná-lo mais aceitável pelo seu público global. O ISO 17799 determinou o primeiro padrão e suas recomendações principais e idéias serão criadas e expandidas de acordo com as necessidades futuras. Até então o ISO 17799 é o padrão a ser seguido.
Se a sua empresa não possui um programa de proteção de informações, o ISO 1779 pode fornecer as diretrizes para a criação de um. Mesmo que você não queira se tornar certificado, o ISO 17799 pode servir como um guia para a criação da postura de segurança da sua empresa. Você pode pensar nesse padrão como uma boa diretriz de segurança a ser usada pela sua empresa. Porém, você poderá descobrir que os benefícios da certificação podem ser muito abrangentes.
Para obter mais informações:
Uma cópia do ISO 17799 pode ser obtida através do link ISO Web site.
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