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Garantindo a Adoção das Políticas de Segurança de Usuários Remotos e Móveis

Por Thomas Schmidt

ID do Artigo: 3403
09 de março de 2004
Introdução
Não se arrisque a ignorar as ameaças à segurança
As iniciativas de conformidade de usuários chegam ao mercado
Conclusão
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Introdução
Hoje em dia, enfrentar um ambiente de negócios que evolui e muda à velocidade da luz envolve uma tarefa complexa e trabalhosa que fica a cargo dos administradores de TI: como verificar se os computadores de usuários móveis estão seguros, antes de permitir que se conectem às redes corporativas?

A agência de pesquisa Gartner Inc. prevê que, em 2010, cerca de 80% dos principais processos de negócios irão depender do compartilhamento de informações em tempo real por parte de funcionários móveis. Ao mesmo tempo, a mais recente edição do Relatório de Ameaças à Segurança na Internet da Symantec demonstrou que até 80% de todas as vulnerabilidades descobertas no primeiro semestre de 2003 vieram de computadores suscetíveis a ataques executados remotamente. E segundo o relatório, "Uma vez que o acesso global é obrigatório no ambiente de negócios atual, as empresas têm criado inúmeros aplicativos que podem ser usados na Internet”.

No caso dos administradores de TI que atualmente enfrentam esse ambiente de negócios, que evolui e muda à velocidade da luz, resta o complexo e trabalhoso desafio de verificar se os computadores de usuários móveis estão seguros, antes de permitir que se conectem às redes corporativas.

Não se arrisque a ignorar as ameaças à segurança
Como todos sabemos, os negócios atuais envolvem processos em tempo real e as empresas estão cada vez mais móveis. Contudo, na corrida para conquistar a mobilidade, muitas empresas ignoram a necessidade de adotar medidas de segurança adequadas para seus funcionários em trânsito. A Gartner resume de forma concisa esta situação: “Dispositivos móveis podem ser pequenos, porém envolvem grandes riscos à segurança, uma vez que o número de dispositivos usados é alto, e as empresas tendem a não gerenciá-los nem adotar medidas de segurança rigorosas”.

Dentre os riscos à segurança enfrentados por empresas com funcionários móveis, está a suscetibilidade a worms e vírus mais complexos – conhecidos na indústria de segurança como “ameaças combinadas” – que tem se tornado a forma de ataque favorita dos vândalos da Internet. Em geral, tais ameaças exploram diferentes brechas na segurança, a fim de aumentar suas chances de infectar um sistema de computador. No primeiro semestre de 2003, o número de ataques que puderam ser classificados como ameaças combinadas foi 20% maior do que no semestre anterior àquele, de acordo com o Relatório de Ameaças à Segurança na Internet.

Essa notícia deve preocupar especialmente os usuários que saem regularmente do perímetro do firewall e se conectam à rede de forma remota. Por quê? Porque as ameaças combinadas, como o Nimda, Code Rede, SQL Slammer e Blaster, visam especificamente notebooks que se encontram fora do firewall, a fim de obter acesso não autorizado às redes corporativas durante uma conexão feita através de um provedor (usuários de notebooks podem também se tornar vítimas inocentes – ou “zumbis” – e serem usados para ataques de negação de serviço, ou ataques ainda mais sofisticados).

A fim de proteger seus usuários móveis contra ameaças combinadas, bem como contra worms de envio de e-mail em massa como o MyDoom e Netsky, é essencial que as empresas adotem e propaguem informações claras sobre as políticas de segurança voltadas ao uso de dispositivos móveis. Infelizmente, diversas empresas não contam com tais políticas, ou apresentam políticas que são muito extensas, prolixas, vagas, incompatíveis com outras políticas internas, de difícil implementação ou impossíveis de serem adotadas. As empresas com negócios conduzidos em tempo real não podem permitir tais deficiências, e por uma boa razão: a computação móvel representa riscos enormes à segurança. A agência Gartner identificou as cinco maiores áreas de risco associadas à computação móvel:

  • Riscos sociais (os processos móveis podem alterar o comportamento dos funcionários em relação à computação)
  • Riscos técnicos (aqueles relacionados às tecnologias em constante evolução ou que não foram inteiramente testadas)
  • Riscos legais (aqueles relacionados à proteção de dados e privacidade)
  • Riscos de integração (tal como ao lidar com sistemas antigos)
  • Riscos financeiros (causados por eventos inesperados que possam prejudicar modelos baseados em retorno de investimentos).
Além disso, como já é do conhecimento de muitos administradores, a explosão da computação móvel pegou de surpresa diversos departamentos de TI e resultou na introdução de vários equipamentos por parte de funcionários individuais e grupos de trabalho, em vez de terem sido adotados pelo departamento de informática ou outros canais adequados. Essa introdução pela “porta de trás” resultou no uso de equipamentos móveis que não passaram pelo processo normal de análise de recursos e limitações antes da sua implementação. Como conseqüência, a adoção de medidas para proteger esses inúmeros dispositivos ficou em segundo plano, ou não foi realizada com rigor.

Por esse motivo, é essencial que políticas explícitas sejam implementadas a fim de auxiliar os usuários a impedir a entrada de códigos maliciosos na rede corporativa. Para obter uma descrição passo-a-passo sobre a criação de uma política geral de segurança, consulte o guia da Symantec (em inglês) E-Security Begins with Sound Security Policies.

Em termos práticos, é altamente recomendado que quaisquer políticas de segurança exijam o uso de uma solução de segurança do computador que combine tecnologias de antivírus, firewall e detecção de intrusões. Além disso, a tecnologia de firewall do computador deve conter instruções para que os mecanismos do antivírus e da detecção de intrusões verifiquem automaticamente todos os arquivos recebidos e enviados. Caso uma ameaça seja detectada, o mecanismo do antivírus ou da detecção de intrusões pode instruir o firewall a aumentar as medidas de segurança e bloquear a ameaça.

Contudo, tenha em mente que converter políticas de segurança de informações em procedimentos práticos diários é uma tarefa complexa. É recomendável que você trabalhe em contato com os usuários móveis que deverão adotar essas políticas. Segundo Stuart Broderick da Symantec, “Muitas empresas já perceberam que as pessoas que ficam de fora do desenvolvimento de um processo em geral não se sentem ‘parte’ do processo e acreditam que o seu conhecimento sobre a operação dos sistemas não tem valor. Como resultado, tais funcionários estão inclinados a ignorar o processo e a adotar uma atitude do tipo ‘Eu sei melhor o que tem que ser feito’ ou ‘Sempre fizemos dessa maneira’”.

As iniciativas de conformidade de usuários chegam ao mercado
De que modo as empresas podem se assegurar de que o crescente número de funcionários móveis tem adotado as políticas de segurança? Um dos desenvolvimentos mais importantes nessa área envolve as iniciativas de conformidade por parte dos usuários, que são projetadas para promover a adoção das políticas de segurança pelos usuários remotos e móveis. Tais iniciativas reconhecem que os diversos métodos que os funcionários têm utilizado para acessar as redes representam um novo nível de risco à segurança corporativa. Portanto, as iniciativas de conformidade permitem que administradores de TI verifiquem se os usuários estão realmente protegidos antes que possam se conectar à rede.

Mais especificamente, os administradores serão capazes de definir políticas de controle de admissão que incluam considerações sobre a postura de segurança de estações que tentem se conectar à rede. Estações que não estiverem em conformidade – como aquelas desatualizadas quanto, por exemplo, à versão de correção do sistema operacional ou ao status do antivírus – terão seu acesso negado, serão colocadas em quarentena ou enviadas a um local separado para serem atualizadas, enquanto que os computadores em conformidade com as políticas da empresa poderão acessar a rede.

Resultado: as iniciativas de implementação de políticas nas estações ajudam a evitar que usuários remotos e móveis se tornem um elo desprotegido no ambiente da rede corporativa. As empresas podem esperar que essa área evolua ainda mais em 2004.

Conclusão
Uma política eficaz de segurança das informações corporativas é essencial para as práticas de negócios móveis. Assegurar a adoção de tal política é mais importante do que nunca, uma vez que as ameaças à segurança continuam a aumentar em número e complexidade. As empresas que dependem cada vez mais de comunicações móveis e que planejam tornar suas políticas de segurança eficazes poderão se beneficiar das novas iniciativas de implementação de política por parte dos usuários móveis. Elas podem ajudar a garantir que usuários e computadores remotos estejam protegidos e não coloquem em risco as redes corporativas.

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