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Proteção contra ataques de “Dia Zero”

Por Thomas Schmidt

ID do Artigo: 3450
24 de março de 2004
Introdução
As ameaças de “dia zero” são iminentes
Terceirização: uma tendência em crescimento
Principais considerações
Conclusão
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Introdução
Descubra como os serviços de gerenciamento de segurança e sistemas de alertas preventivos têm ajudado as empresas a obter a tecnologia correta, o pessoal especializado, os processos comprovados e constantes informações sobre ameaças.

No dia 11 de novembro de 2003, a Microsoft lançou uma correção para uma falha do serviço Workstation no Windows 2000 e XP. Naquela época, a Microsoft afirmou que uma exploração bem-sucedida proporcionaria o controle total de um PC comprometido a um agressor. O que aconteceu em seguida pegou todo mundo de surpresa. Menos de 24 horas após o lançamento da correção pela Microsoft, dois membros da lista de endereços de segurança do BugTraq postaram um código de exploração para a vulnerabilidade.

Conforme relatado pela eWEEK, as epidemias de worms dos últimos três anos vêm seguindo um padrão, com um fornecedor ou pesquisador divulgando uma vulnerabilidade, seguida imediatamente da publicação de uma correção. Em seguida, todos correm para corrigir sistemas vulneráveis antes que alguém divulgue um código de exploração na Web. Finalmente, o código é usado como base para um worm, que então invade a Internet com diferentes níveis de sucesso. Esse padrão foi estabelecido pelo CodeRed em julho de 2001, e permanece sem alterações através do surgimento do Nimda, Slammer, Blaster e alguns outros worms. O que foi alterado, porém, foi o tempo entre a divulgação de uma correção e o surgimento de um worm. Essa “janela de ameaça a vulnerabilidades” continua a ser reduzida mais rapidamente.

As ameaças de “dia zero” são iminentes
No seu Relatório de Ameaças à Segurança da Internet, a Symantec tem discutido a redução do tempo entre a divulgação da vulnerabilidade e a propagação da exploração. Na edição mais recente do relatório, divulgada em março de 2004, a Symantec indica que as ameaças de “dia zero” são agora iminentes. Uma ameaça de “dia zero” pode ter uma vulnerabilidade como alvo, antes mesmo que essa vulnerabilidade seja anunciada e uma correção disponibilizada. Se tal epidemia ocorrer, o dano pode se propagar antes mesmo que os usuários possam corrigir seus sistemas de forma efetiva. Conforme o Relatório de Ameaças observa:

É quase certo que ainda existam ameaças desconhecidas, exploráveis remotamente, espreitando tecnologias muito utilizadas. Uma ameaça combinada de “dia zero” pode estar direcionada a tal vulnerabilidade. Se uma epidemia de “dia zero” ocorrer, as correções com certeza não estarão disponíveis por alguns dias. Até mesmo a identificação da forma como o worm está se propagando pode levar mais tempo do que o necessário para que esse worm comprometa todos os sistemas vulneráveis. É uma surpresa que isso ainda não tenha acontecido.”

Nesse ambiente sem precedentes, onde uma resposta eficiente e rápida é totalmente essencial, quais as precauções que as empresas podem tomar para proteger seus sistemas e garantir a continuidade dos seus negócios? Essa pergunta se torna ainda mais urgente quando consideramos um relatório recente publicado pela Gartner Inc. (“Security Demands Drive Shift to Vulnerability Management,” novembro de 2003), que demonstrou que a maioria das empresas aprendeu da forma mais dura, no ano passado, que os firewalls de perímetro, software antivírus e sistemas de detecção de intrusões não são suficientes para protegê-las contra ataques cibernéticos. As descobertas da Gartner ajudam a explicar porque, cada vez mais, as empresas procuram assistência além de seus perímetros, para a proteção de seus sistemas de informações mais importantes.

Terceirização: uma tendência em crescimento
As empresas podem citar várias razões sólidas para a terceirização das funções de segurança do seu departamento de informática. Por exemplo, como observou a Gartner, na maioria das empresas, os funcionários responsáveis pelas funções de segurança da informática são também responsáveis por outras atividades e despendem a maioria do seu tempo em projetos não relacionados à segurança. Para qualquer empresa com recursos limitados, a responsabilidade adicional do gerenciamento da segurança pode ter, com freqüência, um custo muito alto. A Gartner concluiu que as equipes internas sentem grande dificuldade em entender e defender a empresa contra as ameaças de segurança mais recentes, porque isso requer uma monitoração constante do sistema, e poucas empresas possuem recursos suficientes para mantê-la 24 horas por dia. Conclusão: várias empresas estão descobrindo que, para manter a vigilância necessária, é preciso um grande investimento em funcionários, sistemas de informática e treinamentos que resultam em grandes gastos. Para essas empresas, os serviços de gerenciamento de segurança podem ajudar a reduzir o custo total de propriedade, reduzindo as despesas internas necessárias para monitorar e gerenciar as tecnologias de segurança.

No seu exame da evolução do mercado de serviços de gerenciamento de segurança em 2003 (“Magic Quadrant for North American MSSPs,” em novembro de 2003), a Gartner citou também os fatores seguintes como causas do crescimento da terceirização:

  • Grandes empresas continuam a restringir as contratações, aumentando a terceirização de várias funções de informática, que não são consideradas fundamentais;
  • Várias empresas que implementaram sensores de sistemas de detecção de intrusões (IDS) estão considerando o uso dos serviços de gerenciamento de segurança como uma maneira de lidar com o excesso de falsos positivos;
  • Com os ataques de worms de alta visibilidade no início de 2003, várias empresas recorreram aos serviços de gerenciamento como uma forma de oferecer notificações mais rápidas de vulnerabilidades, ataques e soluções.

Principais considerações
Uma segurança efetiva requer a tecnologia correta, pessoas experientes e processos comprovados, além de informações contínuas sobre ameaças. O que isso quer dizer, em termos da seleção de um provedor de serviços de gerenciamento de segurança (MSSP)? Para começar, significa que o MSSP deve oferecer uma variedade de serviços, incluindo:

  • Serviços de firewall monitorados e gerenciados;
  • IDSs monitorados e gerenciados, baseados em redes;
  • Serviços de equipamentos de segurança integrados, monitorados e gerenciados;
  • IDSs monitorados baseados no host;
  • Serviços gerenciados de avaliação de vulnerabilidades da Internet;
  • o das políticas de segurança;
  • Serviços gerenciados de proteção antivírus.
As empresas devem também garantir que o MSSP selecionado opere em vários centros de operações de segurança, a partir dos quais pode-se monitorar e gerenciar os problemas de segurança, 24 horas por dia. As principais questões a serem consideradas são a qualidade do backup do MSSP e se os SOCs estão dispersados geograficamente de forma que complementem as próprias configurações da empresa.

Além disso, um MSSP deve ter recursos para correlacionar, analisar e interpretar, de forma precisa, grandes volumes de dados de segurança da rede em tempo real. As empresas devem estar certas de que o MSSP selecionado examina todos os dados, e não somente os utiliza como amostras estatísticas.

Os relatórios fornecidos por um MSSP devem ser detalhados, para que possam apoiar as decisões que aprimoram os esforços de segurança e para determinar a realidade do custo dos serviços de gerenciamento. Relatórios detalhados incluirão informações obtidas dos dispositivos de gerenciamento, respostas recomendadas, qualquer alteração feita nos dispositivos pelos MSSPs e informações sobre as ameaças mais recentes. Além disso, as empresas estão cada vez mais reagindo às legislações (como o ato de Sarbanes-Oxley) que impõem exames rigorosos para o seu cumprimento.

Talvez o mais importante, as empresas precisam garantir que receberão alertas preventivos sobre ameaças globais emergentes, para que possam agir antes que danos ocorram e se propaguem. O MSSP deve coletar e analisar os dados de milhares de pontos em todo o mundo, para detectar as tendências.

E, finalmente, as empresas devem se certificar que os especialistas de segurança de um MSSP possuem certificações de produtos ou do setor para uma grande variedade de fornecedores e tecnologias, e que suas instalações, seus funcionários, processos e procedimentos foram avaliados por terceiros em quem se pode confiar. Eles devem determinar também como os funcionários do SOC são escalados durante o curso das operações 24 horas, para garantir que os funcionários mais qualificados não se concentrem todos no mesmo turno.

Conclusão
Como o Relatório de Ameaças a Segurança na Internet deixa claro, o tempo entre a divulgação e a propagação da exploração de uma vulnerabilidade continua a ser reduzido a zero. Com as explorações sendo desenvolvidas e divulgadas mais rapidamente, as empresas se tornam cada vez mais vulneráveis. As empresas que necessitam proteger suas informações importantes diante do atual ambiente volátil de ameaças, onde as chances de um ataque “dia zero” continuam a aumentar, estão descobrindo que os serviços de gerenciamento de segurança e sistemas de alertas preventivos constituem uma solução econômica e inteligente.

Como um exemplo: o último Relatório de Ameaças à Segurança na Internet mostrou que mais de 70% dos clientes de serviços de gerenciamento de segurança da Symantec que utilizaram esse serviço por mais de seis meses conseguiram evitar com sucesso um ataque grave, enquanto que todos os novos clientes (por exemplo, com menos de três meses de contrato) sofreram algum tipo de ataque. O resultado é claro: as empresas que têm o compromisso de proteger seus ambientes através de um MSSP competente mostraram, com o tempo, uma redução de risco.

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