Sua empresa
e a adoção de políticas
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Introdução
Como o recente worm Sasser.B demonstrou, as ameaças
combinadas continuam a ser um problema significativo
para empresas em todo o mundo. Mas qual o real significado
deste problema? De acordo com a edição
mais recente do Relatório de Ameaças à Segurança
da Internet da Symantec, as ameaças combinadas
representaram 54% das 10 principais submissões
nos últimos seis meses de 2003. Além
disso, espera-se que o aparecimento desse tipo de ameaça
aumente regularmente com crescente complexidade. A
melhor defesa contra essas ameaças consiste
na adoção das melhores práticas
e sua aplicação, juntamente com soluções
de segurança abrangentes. Este artigo explorará o
valor comercial da adoção de políticas
e as maneiras como as empresas podem manter a conformidade
com as políticas de segurança e regulamentações
estabelecidas.
Ambiente de ameaças
atual
Um dos relatos mais significativos da última
edição do Relatório de Ameaças à Segurança
da Internet foi que apenas um sexto das empresas analisadas
relatou uma violação séria no
primeiro semestre de 2003, enquanto que no segundo
semestre do mesmo ano, metade das empresas relatou
uma violação séria.
Os pesquisadores da Symantec descobriram que as vulnerabilidades
recém descobertas têm sido cada vez mais
graves. E, o que é pior, essas vulnerabilidades
são cada vez mais fáceis de serem exploradas.
Isso significa que nenhum conhecimento especializado é necessário
para a obtenção de acesso não
autorizado a uma rede ou que certas ferramentas estão
facilmente disponíveis para ajudar os agressores
quanto a essa obtenção.
Os agressores estão também se tornando
cada vez mais eficientes, pois o tempo entre a descoberta
de uma vulnerabilidade e sua exploração
vem sendo reduzido. Por exemplo, o worm Slammer de
janeiro de 2003 atacou uma vulnerabilidade que foi
descoberta seis meses antes, enquanto o worm mais recente
Sasser.B explorou uma vulnerabilidade encontrada apenas
duas semanas antes.
Colocando todos esses fatores juntos, é compreensível
que a Symantec acredite que as ameaças conhecidas
como de “dia zero” estejam iminentes. Uma
ameaça combinada de “dia zero” pode
explorar uma vulnerabilidade, antes mesmo que essa
vulnerabilidade seja anunciada e uma correção
disponibilizada. Se tal epidemia ocorresse, o dano
poderia se propagar antes mesmo que os usuários
pudessem corrigir seus sistemas de forma efetiva.
O que pode ser feito?
Considerando esses acontecimentos como pano de fundo,
um número de medidas dinâmicas pode
ser adotado. Por exemplo, o governo dos Estados Unidos
assumiu a liderança na criação
de regulamentações que obrigam o aprimoramento
da proteção da privacidade de empresas.
Os decretos Sarbanes-Oxley, Gramm-Leach-Bliley Act
e o Health Insurance Portability and Accountability
Act (HIPAA) são apenas algumas das regulamentações
recentes que requerem controles rigorosos sobre informações
pessoais e financeiras armazenadas em empresas.
Há também um crescente conhecimento
das diretrizes, padrões e infra-estruturas desenvolvidas
para ajudar as empresas a atender às obrigações
regulamentares e desenvolver um programa eficiente
de segurança de informações. Talvez
os mais conhecidos sejam o ISO 17799 e as Diretrizes
OECD para a Segurança dos Sistemas e Redes de
Informação (OECD Guidelines for the Security
of Information Systems and Networks). O COBIT (Objetivos
de Controle para Informações e Tecnologias
Relacionadas, Control Objectives for Information and
Related Technology) fornece também pontos de
referência para as melhores práticas do
setor.
É claro que as empresas precisam ter os recursos
para garantir a segurança geral de seus ambientes,
independentemente da necessidade de satisfazer aos
requisitos regulamentares. Isso ocorre porque as diretrizes
regulamentares e de segurança representam um
nível mínimo de segurança que
uma empresa é capaz de implementar. A Symantec
recomenda que as empresas adotem políticas e
soluções que ajudem a exceder os requisitos
obrigatórios. Tais políticas e soluções
devem ser implementadas para obter as inúmeras
vantagens que uma segurança abrangente pode
oferecer. Entre outras maneiras que essas soluções
valorizam uma empresa, estão:
- Melhores serviços para seus clientes
- Proteção da propriedade intelectual e
da marca da empresa
- Redução do tempo de inatividade associado
aos sistemas de informação
- Aumento da eficiência econômica da empresa
Como então as empresas alinham as políticas
de segurança às suas estratégias
comerciais? Em um recente relatório (“IT
Security Technologies Can Address Regulatory Compliance,” fevereiro
de 2004), a Gartner Inc. recomenda as seguintes estratégias:
- Descoberta, base e priorização – Essas
etapas iniciais de gerenciamento de vulnerabilidades
incluem a descoberta e avaliação das
vulnerabilidades dos sistemas e da rede, a definição
das políticas de configuração
de segurança e a avaliação do
ambiente com relação a essas políticas.
Ao concluir essas etapas de gerenciamento das vulnerabilidades,
as empresas poderão estabelecer um método
de avaliação de riscos provenientes de
ataques de ameaças internas e externas. Elas
terão também um conjunto de padrões
de configuração de segurança que,
se implementados, minimizarão esses riscos.
- Redução – Após
o estabelecimento de uma base de segurança,
desenvolva processos e fluxos de trabalho em toda a
empresa para apoiar a redução de vulnerabilidades,
o que aprimorará a segurança geral do
ambiente. A presença desses processos e dos
recursos do fluxo de trabalho demonstra também
a implementação operacional das políticas
de alto nível que descrevem como uma empresa
adotará as regulamentações dos
requisitos de segurança da TI.
- Monitoração – Uma monitoração
efetiva é um aspecto importante da manutenção
da segurança da TI, uma vez que os ambientes
de TI e as ameaças se transformam constantemente.
Monitoração de vulnerabilidades, falhas
nas políticas de configuração
de segurança e nos processos de gerenciamento
de acesso e identidade. A monitoração é obtida
através da verificação quase contínua
da avaliação de vulnerabilidades, freqüentes
auditorias da conformidade com as políticas
de configuração de segurança e
análises dos registros de atividades dos aplicativos
e sistemas.
Além disso, as empresas devem ser rigorosas
sobre a educação de seus usuários
e consistentes no cumprimento das políticas
de segurança.
Abrangente adoção
das políticas
Não é necessário dizer que a
estratégia de cumprimento das políticas
adotadas por uma empresa deve ser robusta. Por exemplo,
considerando o atual ambiente de ameaças, as
empresas devem ser capazes de desempenhar milhares
de verificações de segurança e
de vulnerabilidades para avaliar se os sistemas e aplicativos
estão configurados apropriadamente, e se são
capazes de detectar vulnerabilidades sem correção,
fazer o download automático e implementar as
atualizações de segurança.
A estratégia deve ser direcionada pelas “melhores
práticas” de segurança da indústria,
para maior proteção contra os riscos
de segurança em potencial. Os administradores
de segurança devem ser capazes de avaliar e
lidar com as fraquezas em potencial nas infra-estruturas
de segurança de suas redes.
Além disso, as empresas precisarão documentar
os registros de conformidade, para que sejam consistentes
com os requisitos da auditoria.
E, finalmente, as empresas deverão entender
que a adoção das políticas requer
mais do que simplesmente medidas de tecnologia. As
pessoas e processos devem também ser posicionados
para avaliar os riscos e implementar proteção,
antes que as ameaças de segurança tenham
a chance de atacar.
Conclusão
Conforme a última edição do Relatório
de Ameaças à Segurança da Internet da Symantec demonstrou, a constante descoberta de novas
vulnerabilidades em sistemas de informações
continua a impor sérias ameaças às
empresas. Nesse ambiente, é essencial que as
empresas alinhem suas políticas de segurança
com suas estratégias comerciais. Ao garantir
que os sistemas sejam utilizados de acordo com os padrões
e corrigidos de acordo com as políticas, as
empresas podem entender melhor sua postura de riscos
de segurança, utilizar os recursos de segurança
atuais de forma mais efetiva e planejar e priorizar
os futuros gastos com segurança.
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