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Protegendo os Funcionários Remotos


ID do Artigo: 4312
6 de julho de 2004
Introdução
Ameaças aos funcionários remotos
Infra-estrutura integrada necessária
Alertas
Proteção
Reação
Gerenciamento
Conclusão
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Era apenas questão de tempo. Não tardou para que surgissem ameaças em forma de worm aos cada vez mais presentes telefones celulares.

Conforme divulgado no Symantec Security Response, o worm EPOC.Cabir, um “proof-of-concept” ("comprovação de conceito"), usa o recurso Bluetooth, sem fio e de curto alcance, dos "telefones inteligentes" para executar o sistema operacional Symbian a fim de detectar outros telefones Symbian. O worm envia a si mesmo continuamente até encontrar dispositivos ativados por Bluetooth. Embora não realize uma atividade maligna, o worm consome a vida útil da bateria do telefone ao tentar continuamente detectar dispositivos ativados por Bluetooth.

Até o momento, os fornecedores de antivírus não encontraram evidências de que o programa esteja infectando telefones inteligentes fora dos laboratórios de pesquisa. Entretanto, não é difícil imaginar as conseqüências de um ataque desse tipo para o número crescente de funcionários remotos. E o tempo não pára.

Ameaças aos funcionários remotos
As notícias sobre o EPOC.Cabir chegaram em meio a avisos constantes sobre as falhas de segurança dos dispositivos de computação móvel da atual geração. De acordo com a Gartner Dataquest, mais de 20 milhões de computadores do tipo handheld foram vendidos nos últimos cinco anos. Os especialistas do mercado acreditam que apenas 1% desses dispositivos oferece proteção antivírus; ou seja, os outros 99% estão desprotegidos.

Como se isso não bastasse, os ataques atuais contra as empresas estão em constante evolução, cada vez mais complexos e perigosos. Considere o seguinte: em apenas alguns anos, os vírus simples de ataques a websites e de negação de serviço em computadores individuais tornaram-se ameaças combinadas complexas, ataques em etapas, ataques de negação de serviço originados por worms, roubos de informações em nível nacional e ataques de hackers aos serviços de infra-estrutura.

É importante compreender que esses novos ataques não se comportam como os vírus e worms até então conhecidos. Ameaças combinadas, como o Blaster de longo alcance do ano passado, encontram meios inteligentes de ignorar as medidas de segurança. Por exemplo, é comum uma ameaça combinada infectar um computador externo a um firewall – como um laptop que acessa a Internet em um escritório doméstico por meio de uma conexão com o provedor local. Quando esse computador infectado estabelece uma conexão VPN com a rede da empresa, o sistema de perímetro de segurança é completamente ignorado.

Infra-estrutura integrada necessária
O que é preciso para desenvolver uma abordagem eficaz de modo a proteger os computadores móveis que passam a maior parte do tempo fora do perímetro de defesa da empresa?

Para facilitar o gerenciamento dessa tarefa, vamos dividir a segurança desses dispositivos (laptops, PDAs, smart phones) nas seguintes etapas:

  • Em primeiro lugar, as empresas necessitam de um sistema capaz de alertar rapidamente sobre essas novas ameaças, antes que os computadores móveis sejam infectados e prejudiquem os negócios
  • O próximo passo é proteger os computadores móveis contra essas ameaças
  • Em seguida, as empresas têm de estar aptas a reagir às ameaças rapidamente
  • Por fim, as empresas precisam de uma maneira eficaz de gerenciar todos esses computadores.

Vamos analisar detalhadamente cada uma das etapas:

Alertas
Por que é necessário alertar rapidamente os usuários remotos sobre as novas ameaças? Porque essas ameaças têm se espalhado pela rede mais rápido do que nunca, dificultando o trabalho de proteger os computadores contra elas. Conforme mostrado na edição mais recente do Relatório de Ameaças à Segurança da Internet da Symantec, o período entre o anúncio de uma vulnerabilidade e a sua exploração está cada vez mais curto. Estamos cada vez mais perto da ameaça de "dia zero". Uma ameaça combinada (ou seja, que utiliza diversos métodos e técnicas para se propagar) de “dia zero” poderia explorar uma vulnerabilidade antes mesmo que ela fosse anunciada ou que uma correção fosse lançada para resolvê-la. Por essa razão, as empresas deveriam ter um sistema eficaz de alerta preventivo.

Um sistema de alerta preventivo permite que as empresas protejam-se contra ameaças iminentes, antes que elas possam afetar as operações. Em casos de ataques que já estejam em execução, um sistema de alerta preventivo poderia fornecer uma estratégia de redução de riscos.

No nível físico, um sistema de alerta preventivo conta com uma rede global de sistemas de firewall e detecção de intrusões, mantida por milhares de parceiros de dados, que permite coletar e associar os dados do ataque.

Um sistema de alerta preventivo pode também avaliar os eventos relacionados a uma indústria vertical específica. Essas informações ajudam as indústrias mais visadas a se preparar melhor e se prevenir contra possíveis ataques.

Proteção
Quando se trata da proteção de computadores móveis, não basta confiar unicamente no software antivírus, pois ele verifica somente os arquivos no nível do sistema e não inclui um firewall ou um “semáforo” de prevenção de intrusões para monitorar o tráfego de entrada e saída. Isso significa que o software antivírus oferece uma proteção parcial contra ameaças combinadas, como o Blaster, que utilizam diversos métodos de propagação. Para impedir essas ameaças combinadas, é necessário um conjunto de recursos de antivírus, firewall e prevenção de intrusões.

Reação
Para reagir rapidamente a ameaças, os administradores devem estar aptos a enviar definições de vírus, assinaturas IDS e regras de firewall de forma automática e preventiva para todos os computadores móveis – o quanto antes, 24 horas por dia, sete dias por semana. Isso elimina a necessidade de encarregar ou contratar técnicos para visitarem os locais onde essas tarefas devem ser realizadas.

Gerenciamento
Tentar gerenciar produtos separados antivírus, de firewall e de detecção de intrusões em todas as estações de trabalho pode ser um empreendimento difícil e caro. As empresas precisam de uma maneira eficiente de gerenciar todos os recursos de segurança do cliente.
Um dos desenvolvimentos mais importantes nessa área são as iniciativas de conformidade por parte dos usuários, que são projetadas para promover a adoção das políticas de segurança pelos clientes remotos e móveis. Essas iniciativas reconhecem que os diversos métodos usados por funcionários para acessar as redes representam um novo risco à segurança corporativa. Desse modo, as iniciativas de conformidade permitem que administradores de TI verifiquem se os usuários estão realmente protegidos antes que possam se conectar à rede.

Mais especificamente, os administradores devem ser capazes de definir políticas de controle de admissão que avaliem a segurança dos computadores clientes que tentarem se conectar à rede. Dessa forma, computadores que não estiverem em conformidade – devido à ausência de correções necessárias ao sistema operacional ou ao estado do antivírus – não poderão acessar a rede e poderão ser colocados em quarentena ou encaminhados a um local de correção de problemas. Por outro lado, o acesso será concedido aos computadores em conformidade com as políticas definidas pela empresa.

Conclusão
O grande aumento na produtividade proporcionado pela computação móvel a empresas em todo o mundo é impressionante, e as novas oportunidades criadas pela Internet continuam a dar frutos. Entretanto, as “empresas em tempo real” devem se conscientizar de que, para poderem se desenvolver ao máximo, devem tomar as medidas necessárias à sua proteção no atual cenário de ameaças – e isso abrange o número crescente de funcionários remotos.

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