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O Desafio da Conformidade

ID do Artigo: 4374
13 de julho de 2004
Introdução
Não é necessário reinventar a roda
Há mais a fazer
Vantagens inesperadas
Não fique para trás
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Atualmente, as empresas sofrem uma enorme pressão por parte dos órgãos regulamentares. Nos últimos anos, os governos e os órgãos de padronização têm exigido cada vez mais atenção à privacidade do cliente, à confiabilidade dos dados e à segurança. Conseqüentemente, as empresas vêm tentando assegurar a conformidade com padrões, bem como comprovar essa conformidade durante o processo de auditoria. Considere o seguinte:

  • A lei norte-americana “Sarbanes-Oxley Act” exige que todas as empresas de capital aberto comprovem que suas declarações financeiras e os dados e procedimentos usados para gerá-las estejam protegidos contra fraudes;
  • Atualmente, as instituições de serviços financeiros (entre outras) estão sujeitas às regulamentações norte-americanas “Gramm-Leach-Bliley Act” e "Basel II Accord”;
  • Graças à lei “Health Insurance Portability and Accountability Act” (HIPAA), as empresas norte-americanas passaram a ser obrigadas a proteger os dados de seus funcionários, e os fornecedores de seguros e de serviços de saúde, a proteger as informações de seus pacientes;
  • A lei "Federal Information Security Management Act” (FISMA) exige que os órgãos federais desenvolvam, registrem e implementem programas abrangentes de segurança de dados e de sistemas de informação;
  • Os serviços de utilidade pública estão sujeitos ao padrão de segurança cibernética do Conselho Norte-americano de Confiabilidade Elétrica (NERC, North American Electric Reliability Council).
  • A Política de Proteção aos Dados da União Européia (European Union Data Protection Directive) exige que todos os membros da União Européia aprovem uma legislação de controle da confidencialidade e integridade em redes, sistemas e dados que contenham informações pessoais. Embora a maioria das regulamentações nos Estados Unidos aborde apenas o relacionamento direto entre uma empresa e seus clientes externos, a política de proteção aos dados da União Européia inclui expressamente as informações pessoais de funcionários, além das informações de clientes.

Atualmente, o desafio de estar em conformidade com as regulamentações é uma tarefa árdua. De acordo com uma pesquisa realizada recentemente pela InformationWeek envolvendo 200 profissionais de tecnologia, 80% afirmaram que o desafio começa ao tentar determinar se a empresa atende à necessidade de estar em conformidade com padrões e regulamentações. Além disso, mais de 60% dos entrevistados declararam que os custos envolvidos na adoção de padrões e regulamentações irão aumentar este ano.

O panorama é desanimador: embora já trabalhem com restrições de recursos, as empresas enfrentarão uma crescente pressão dos órgãos regulamentares, além do desafio de permanecer rentável em um ambiente de ameaças cibernéticas. Que medidas podem ser adotadas para reduzir o esforço de permanecer em conformidade com todas as regulamentações? Vamos analisar algumas delas.

Não é necessário reinventar a roda
Um pesquisador da Gartner Inc. observou em um recente relatório (“IT Security Technologies Can Address Regulatory Compliance”, fevereiro de 2004) que os processos de gerenciamento de vulnerabilidades e gerenciamento de segurança de TI são fundamentais para garantir a segurança geral das informações. Tais processos ajudam também a demonstrar a conformidade com vários aspectos das regulamentações descritas acima. Em particular, a Gartner sugere que adotar os processos e tecnologias a seguir proporciona os elementos necessários para estar em conformidade com as regulamentações:

  • Políticas de gerenciamento de acesso e identidade para definir os controles de acesso aos recursos e aplicativos de informática;
  • Políticas de configuração para definir como os recursos de TI devem ser configurados para que sejam seguros;
  • Uma infra-estrutura de segurança de TI para proteger uma empresa contra intrusões e ataques externos;
  • Processos de gerenciamento de vulnerabilidades para descobrir e reduzir as vulnerabilidades e brechas nas políticas de segurança;
  • Procedimentos e ferramentas de monitoração eficazes para detectar ameaças internas e externas.

A principal recomendação da Gartner é implementar processos e tecnologias de gerenciamento de vulnerabilidades e de segurança de informática para que a infra-estrutura de TI seja mais segura e esteja bem protegida. Isso também ajuda a melhorar a capacidade da empresa em demonstrar a conformidade com uma série de regulamentações.

Há mais a fazer
O que mais as empresas podem fazer para diminuir o esforço envolvido na conformidade com as regulamentações? A Symantec recomenda que as empresas aliem as políticas de segurança à estratégia de negócios, que sejam rigorosas ao treinar seus funcionários e que sejam consistentes na adoção de políticas. Além disso, elas devem:

  • Lançar políticas de segurança específicas, com enfoque nos principais processos e nos comportamentos mais importantes para a estratégia e os objetivos dos negócios;
  • Documentar os padrões de segurança fundamentais que englobem todos os componentes da infra?estrutura de informática;
  • Avaliar rigorosamente se os sistemas estão em conformidade com as políticas e os padrões de segurança técnica e reparar os desvios imediatamente;
  • Informar aos funcionários, que são a chave para o sucesso, sobre o motivo da criação de políticas e padrões.

Vantagens inesperadas
Embora a conformidade com regulamentações e padrões represente uma missão difícil, as empresas têm usufruído de benefícios inesperados. Por exemplo, 40% dos entrevistados pela InformationWeek afirmaram que a busca pela conformidade ocasionou diversas mudanças. As regulamentações de segurança e privacidade do HIPAA, em vigor desde o ano passado, fez com que alguns fornecedores de serviços de saúde implementassem sistemas eletrônicos de registros médicos, passando a armazenar os históricos de pacientes em bancos de dados centralizados, em vez de impressos em papel vulneráveis a perda e mau uso.

De acordo com a Deloitte, especialista em consultoria, a implementação dos requisitos da lei Sarbanes-Oxley trará diversos resultados, além dos esperados. A Deloitte prevê os seguintes “resultados desejáveis” para as empresas:

  • Compatibilidade com SEC
  • Estrutura documentada dos meios de controle internos
  • Transparência comprovada da eficácia dos meios de controle
  • Monitoração eletrônica contínua de medidas de aprimoramento dos meios de controle
  • Desenvolvimento de documentação consistente dos meios de controle, a qual poderá ser aproveitada por diversas unidades da empresa
  • Processos aprimorados e simplificados

Algumas empresas comparam seus planos de adoção da regulamentação Sarbanes-Oxley com os esforços para enfrentar o bug do milênio, ou seja, como uma oportunidade para implementar alterações globais que, eventualmente, irão melhorar seus resultados financeiros. Alguns executivos de instituições financeiras notaram, inclusive, que os requisitos de relatórios rápidos da lei Sarbanes-Oxley promoveram o surgimento da chamada “empresa em tempo real”.

Por fim, como muitos analistas observaram, as empresas começam a perceber que as regulamentações significam simplesmente a implementação de práticas recomendadas de segurança.

Não fique para trás
A conformidade com regulamentações tem atraído mais atenção do que nunca. Essencialmente, ela por ser considerada uma iniciativa empresarial da máxima importância. E isso envolve grandes riscos: a falta de conformidade pode custar caro e resultar na perda de negócios e da confiança dos clientes, além de envolver responsabilidades financeiras e legais. Por essa razão, as empresas necessitam de um mecanismo que assegure a confidencialidade, a integridade e a disponibilidade de informações vitais; em outras palavras, um sistema pró-ativo de segurança de informações. Esse sistema evita a luta pela conformidade com as regulamentações, pois assegura que as pessoas, as tecnologias e os processos corretos trabalhem juntos na avaliação dos riscos e na implementação da proteção. E, no ambiente atual de ameaças crescentes e constantes, as empresas não podem deixar por menos.

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