brasil
sites mundiais
produtos
compras symantec
serviço e suporte
security response
downloads
sobre a symantec
pesquisa
comentarios


© 1995-2005 Symantec Corporation.
Todos os direitos reservados.
Notas Legais
Política de Privacidade

soluções corporativas

Terceirização da área de TI e Segurança de Informações

ID do Artigo: 4595
Introdução
A terceirização ganha ímpeto
Escolhendo um provedor de serviços
Conclusão
Links relacionados

Talvez você já tenha lido este artigo, que recebeu muita atenção nas últimas semanas. Uma empresa norte-americana anunciou no início do mês que um membro de seu departamento de pesquisa e desenvolvimento na Índia roubou partes do código-fonte e documentos de projetos confidenciais referentes a um de seus principais produtos. Como conseqüência, a empresa paralisou todas as atividades de desenvolvimento daquele departamento.

Como profissional de segurança de informações, digo que esse evento me chamou a atenção por vários motivos. Contudo, ultimamente, o caso vem me fazendo pensar nos tipos de risco que assumimos quando cedemos o controle de sistemas corporativos importantes a terceiros. Neste artigo, quero abordar alguns dos problemas de segurança que devem ser antecipadamente considerados pelas instituições financeiras que decidem pela terceirização.

A terceirização ganha ímpeto
É sabido que a maioria das instituições financeiras globais já terceiriza algumas partes de sua área de TI para locais além de suas fronteiras, muitas delas para fornecedores estrangeiros especializados (“offshore”). Além disso, várias grandes empresas hoje hospedam e operam seus próprios escritórios "particulares" em países como Índia ou China. Embora a terceirização tenha surgido como uma das questões mais controversas da nossa sociedade, pesquisas recentes indicam que a prática só tende a aumentar. De fato, a empresa de pesquisa e consultoria TowerGroup estima que as 15 maiores instituições financeiras do mundo aumentarão, anualmente, em 34% suas despesas de TI com empresas terceirizadas estrangeiras, o que representa um aumento de US$1,6 bilhão em 2004 para US$3,89 bilhões em 2008.

No entanto, posso afirmar que esse aumento na terceirização não vem acompanhado de um crescimento equivalente na preocupação com a segurança. Como observou Rich Mogull, diretor de pesquisa de segurança e riscos de informações da Gartner Inc., “caveat emptor” (comprador cauteloso) deve ser o princípio orientador quando o assunto é a proteção de operações de TI terceirizadas. E acrescentaria: avise bem o comprador principalmente antes do contrato ser assinado. São inúmeras as histórias de terror envolvendo instituições financeiras que avaliaram mal o ambiente de controle de seus provedores de serviços. A lição a qual espero que tenha sido aprendida com essas tragédias é a seguinte: as instituições financeiras e seus provedores de serviços devem alcançar um consenso expresso em relação à segurança e incluir essa avença no contrato.

E não digam que sou o único a pensar assim. Sobre esse assunto, a Lei Gramm-Leach-Bliley dos EUA, na seção sobre padrões e diretrizes de proteção de dados do consumidor (“Interagency Guidelines Establishing Standards for Safeguarding Customer Information”), é muito clara:

“Divulgar informações à pessoa física ou jurídica que fornece serviços a uma instituição financeira cria riscos adicionais à segurança ou à confidencialidade das informações divulgadas. A fim de oferecer proteção contra esses riscos, a instituição financeira deve adotar as medidas adequadas para salvaguardar as informações que entregar ao provedor de serviços, independentemente de quem seja o provedor e de como ele obterá acesso às referidas informações".

Sei que hoje algumas instituições trabalham sob a crença de que um acordo de terceirização apoiado sobre um robusto Contrato de Nível de Serviço coloca uma pedra sobre suas preocupações. Idéia errada. É cada vez mais freqüente vermos órgãos regulamentares de serviços financeiros dizerem "é possível terceirizar a função, mas não a responsabilidade gerencial", independente do teor do Contrato.

Escolhendo um provedor de serviços
Então, se a segurança não é algo que possa ser relegado a um SLA (Service Level Agreement, Contrato de Nível de Serviço), o que as instituições financeiras precisam fazer para assegurar que o provedor de serviços implemente um conjunto sólido de controles de segurança? A resposta rápida será: é preciso fazer o dever de casa.

Felizmente, há muitos bons trabalhos sendo desenvolvidos nessa área, e todas as instituições financeiras lucrariam ao levá-los em consideração. Por exemplo, no início deste ano, a Banking Industry Technology Secretariat (BITS), associação americana de bancos que desenvolve políticas tecnológicas para o setor, publicou um documento de diretrizes a ser usado na avaliação dos riscos de segurança de contratos de terceirização de TI. As diretrizes se baseiam no código ISO 17799 de práticas de gerenciamento de segurança de informações, que cobre categorias como documentação de políticas corporativas de segurança e classificação de bens. As instruções também incluem práticas recomendadas de membros da BITS e dados informados por provedores, órgãos governamentais e auditores de TI externos. Incorporadas em uma planilha de 33 páginas, as diretrizes incluem itens a serem pesquisados junto aos provedores de serviços de TI externos durante cada etapa do processo de terceirização, incluindo assuntos como gerenciamento de riscos, planejamento, teste e regulamentação (a BITS divulgou as diretrizes de segurança na forma de adendo a uma estrutura existente de gerenciamento de relacionamentos comerciais com provedores de serviços de TI).

A Gartner também realizou análises profundas para chegar aos assuntos essenciais a serem pesquisados antes da contratação de qualquer provedor de serviços. Veja abaixo alguns exemplos (tirados do relatório “Critical Security Questions to Ask an ASP”):

  • Camada de Rede: O provedor de serviços exige o uso de autenticação de dois fatores para controle administrativo de todos os roteadores e firewalls? O provedor de serviços aceita criptografia de 128 bits e autenticação de dois fatores para a conexão entre a LAN do cliente e seu backbone de produção? O provedor oferece serviços de redundância e balanceamento de carga para firewalls e outros elementos fundamentais à segurança?
  • Plataforma: O provedor tem condições de fornecer uma política documentada de alta segurança do sistema operacional em servidores da Web e outros servidores? Caso coloque aplicativos do cliente em servidores físicos, o provedor possui controles documentados usados para assegurar a separação de dados e informações de segurança entre os aplicativos do cliente?
  • Aplicativos: Como o provedor revisa a segurança de scripts e códigos de integração adicionados aos aplicativos comerciais que oferece? O provedor disponibiliza serviços de detecção de intrusões baseados em aplicativos ou em transações?
  • Operações: O provedor investiga os antecedentes do pessoal que terá acesso administrativo aos servidores e aplicativos? O provedor tem condições de apresentar um processo documentado de avaliação de alertas de segurança de provedores de SO e aplicativos, e de instalação de correções de segurança e pacotes de serviços?

Às perguntas e diretrizes acima, acrescento ainda um conselho pessoal: assegure-se de que o parceiro provedor de serviços selecionado se comporte como uma instituição financeira. Um tanto paradoxal, não parece? Mas se você pensar bem, faz muito sentido. Na verdade, no ambiente amplamente regulamentado de hoje, não devemos esperar menos que isso. Ao procurar um fornecedor de serviços, prefira aquele que adota os mesmos padrões de segurança da sua instituição. Escolha aquele que superou a curva de aprendizado, por assim dizer. Resumindo, procure um provedor que não apare arestas de segurança como estratégia de economia de custos.

Conclusão
Não é nenhuma surpresa a força que a terceirização vem ganhando. A economia global atual praticamente exige isso. Porém, ao confiar um número cada vez maior de operações de TI a provedores de serviços, as instituições financeiras precisam estar cada vez mais vigilantes em relação à segurança. Qualquer tipo de displicência certamente atrairá a rápida atenção dos órgãos regulamentares.

Afinal de contas, não há motivo para permitir que a segurança da TI terceirizada tenha um grau de rigidez menor que o aplicado aos sistemas internos. No entanto, garantir essa austeridade exige tempo, esforço e dinheiro.

Links Relacionados:

assine
Outros Artigos de Segurança
Centro de Imprensa
 
 
Licencias Parcerias da Symantec Channel Partners Home