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TI Consolidada em Governos Estaduais Pode Melhorar a Segurança

ID do Artigo: 4575
Publicado nos EUA em 31 de agosto de 2004
Publicado no Brasil em 10 de novembro de 2004

Introdução
O efeito "Governo Eletrônico"
Simplificar o gerenciamento da segurança
Conclusão
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Introdução
Enfrentando significativas reduções na receita em meio a uma economia apática, muitos governos estaduais vêm procurando formas de cortar custos. O orçamento de tecnologia geralmente é o primeiro a sofrer restrições, o que obriga os departamentos de TI a lutar para consolidar as tecnologias usadas entre diferentes divisões e órgãos. Em muitos casos, o corte nas despesas com tecnologia é decidido por legisladores que pouco conhecem da área e compreendem menos ainda como a redução deve ser feita, deixando nas mãos da Administração a tarefa de encontrar uma solução. Vez ou outra, a simplificação é a resposta encontrada não por motivos de custo, mas pela decisão informada de um alto diretor de tecnologia, como o CIO, que percebe os benefícios de uma eventual consolidação de TI. Quando o corte de custos é o motivo da consolidação, geralmente esta não é bem recebida pelas pessoas envolvidas – em um primeiro momento, pelo menos.

O efeito "Governo Eletrônico"
Ao mesmo tempo, o advento da idéia de um "governo eletrônico" passou a pressionar ainda mais o setor público a aumentar sua eficiência e melhorar sua interação com o cidadão e com outros órgãos governamentais. Com tantas residências e empresas conectadas à Internet, a população espera que as informações buscadas em órgãos públicos estejam prontamente disponíveis online, e o governo vem se esforçando para atender a essa demanda. É claro que, quanto mais aberto e online o poder público estiver para atender à sociedade, mais vulnerável a ataques ele estará. E hoje, mais do que nunca, a segurança parece preocupar todo mundo.

A “Lei do Governo Eletrônico”, vigente nos Estados Unidos, está mudando a forma como o governo federal daquele país opera. A lei ordena a simplificação e a integração das operações de negócios, com a finalidade de reduzir o volume de tributos e melhorar a relação com o cidadão e, ao mesmo tempo, permitir que o funcionário público se concentre em realizar seu trabalho e desempenhar suas funções, em vez de perder tempo navegando pelo tradicional processo burocrático.

Hoje, um número cada vez maior de governos estaduais segue esse exemplo e desenvolve seus próprios planos de governo eletrônico. Veja alguns exemplos nos EUA:

  • Novo México – O Estado planeja consolidar serviços de e-mail para os milhares de funcionários do Poder Executivo. Essa migração permitirá não apenas uma economia de milhões de dólares para o contribuinte, mas também simplificará a administração, visto que apenas um serviço de e-mail precisará ser protegido, e não vários serviços diferentes.
  • Virgínia – Citando esforços para melhorar a eficiência com a pouca receita proveniente de tributos, o governador lançou uma reforma no programa de TI há alguns anos. Destinado a consolidar a infra-estrutura de TI altamente descentralizada do Estado, o esforço está apenas começando a produzir frutos e vem gerando significativas economias de custos e um melhor retorno sobre o investimento do contribuinte.
  • Califórnia – Um recente relatório de uma comissão governamental afirmou: "Apesar de representar a sexta maior economia do mundo e berço da revolução tecnológica, o Estado da Califórnia não usa padrões de tecnologia comuns e não consegue trocar informações entre seus diferentes departamentos – ou mesmo dentro deles". A comissão recomendou ao Estado estabelecer uma nova divisão de tecnologia e consolidar e padronizar plataformas em todos órgãos do governo estadual.

Não foi nenhuma surpresa, então, constatar a ausência da Califórnia na lista dos dez governos estaduais mais avançados digitalmente, organizada pelo Center for Digital Government (CDG, Centro para Governo Digital) e divulgada recentemente. A lista do CDG, baseada em práticas recomendadas, políticas e avanços alcançados por governos estaduais no uso de tecnologias digitais para melhorar o atendimento ao cidadão e simplificar suas operações, coloca o Estado de Michigan em primeiro lugar. Washington, Virgínia, Indiana, Arizona, Dakota do Sul, Tennessee, Utah, Arkansas, Colorado e Carolina do Norte (empatados em 10o lugar) completam a relação.

Simplificar o gerenciamento da segurança
Embora por vezes a consolidação da TI seja uma tarefa complexa, o resultado final pode valer a pena, principalmente do ponto de vista da segurança. Da mesma forma que a consolidação envolve a fusão de sistemas distintos usados por um grande número de pessoas que talvez estejam realizando tarefas redundantes, nos bastidores a segurança desses sistemas de TI é feita por equipes de seguranças diferentes, cada uma com seu próprio conjunto de políticas, procedimentos e softwares. A consolidação reúne tudo isso sob um único sistema. É possível realizar uma grande economia porque não é necessário comprar hardware e software redundantes e estabelecer vários contratos para proteger os sistemas de TI que servem o governo. Consolidação significa que uma única equipe de segurança pode gerenciar um único sistema, com um único conjunto de políticas e fornecedores externos, procedimentos, atualizações e softwares.

A segurança precisa ser a principal preocupação do estágio pré-consolidação, e deve permanecer assim à medida que a infra-estrutura de TI nova ou modificada seja projetada, implementada e gerenciada.

Operar sob um sistema de TI consolidado facilita o gerenciamento das seguintes práticas de segurança:

  • Atualização do software de segurança – É preciso assegurar que os sistemas de firewalls, detecção de intrusões e antivírus estejam sempre atualizados. Todos os computadores remotamente conectados à rede do departamento devem possuir firewalls e antivírus pessoais atualizados para assegurar a inexistência de elos frágeis.
  • Avaliação de Riscos – Devem ser realizadas avaliações periódicas de riscos com o fim de identificar ameaças e oferecer medidas corretivas.
  • Auditoria de Segurança – A auditoria de segurança foi desenvolvida para indicar se as medidas corretivas foram adequadamente implementadas.
  • Política e procedimentos de segurança – Designar uma equipe de segurança para criar e fiscalizar o uso de uma única política de TI produzirá melhores resultados que abrigar diferentes políticas e conjuntos de procedimentos para cada sistema de TI.
  • Treinamento de segurança para os funcionários – Para atender à política de segurança, todos os funcionários devem compreender inteiramente como suas ações podem influenciar a segurança da TI onde trabalham. Isso não se resume a simplesmente saber identificar e-mails suspeitos e o que fazer quando recebê-los, mas também reconhecer ameaças que eles podem trazer para a rede por meio de disquetes, conexões remotas etc.
  • Direitos de acesso personalizados e boas políticas de senha – Sempre que um grande grupo de pessoas tem acesso aos mesmos sistemas, mas para finalidades distintas, devemos estabelecer acesso baseado na função e procedimentos rigorosos de informação de senha. Antes da consolidação, é importante avaliar e decidir quem precisa ter acesso a que e por quê. É definitivamente imprudente conceder acesso livre e irrestrito a todos os funcionários. Os direitos de acesso devem ser revistos regularmente.
  • Plano de recuperação de desastre – Caso ocorram vários desastres, como ataques de negação de serviço, interrupção no fornecimento de energia ou incêndio, o que o órgão fará para assegurar que os dados permaneçam seguros e que o sistema volte a operar tão logo possível? É para isso que serve o plano de recuperação de desastres – manter-se proativo e estar preparado para tudo.
  • Estrutura de geração de relatórios claros – No caso de diversos sistemas de TI descentralizados funcionando ao mesmo tempo, a estrutura de geração de relatórios pode se apresentar fragmentada demais caso não seja consolidada. Com a consolidação, funções e responsabilidades podem ser melhor definidas, e todos se concentrarão em proteger um único sistema.

Conclusão
Como sabemos, a tecnologia mudou a natureza dos negócios em vários setores da economia. Muitos governos estaduais estão apenas começando a perceber o potencial da tecnologia consolidada para simplificar as operações de negócios. Um derivado da tecnologia simplificada é a criação de um ambiente de segurança mais gerenciável – o que significa maior proteção para dados oficiais. A jornada da consolidação não é fácil, mas as eventuais recompensas fazem o esforço valer a pena. Todos os setores do governo estão percebendo que, passadas as dificuldades iniciais, a consolidação geralmente produz grandes economias financeiras e melhora a segurança de informações.

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