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A Crescente Ameaça de Spam

ID do Artigo: 5059
16 de março de 2005

Introdução
Nenhuma redução em vista
O decreto "Can-Spam"
Atacando o inimigo
Conclusão
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Apesar da legislação atual ter começado a considerar as penalidades legais associadas ao envio de spam, seus propagadores continuam a adaptar e inundar as caixas de entrada das empresas. Para se manter à frente dos spammers, as empresas necessitam de uma solução mais eficiente, de várias camadas, para combater o crescente volume de spam.

Nenhuma redução em vista
Todos sabemos do impacto negativo que o spam causa nas empresas: reduz a produtividade dos usuários, introduz a possibilidade de responsabilidades legais e representa um peso extra para os funcionários de TI, para a infra-estrutura e para o orçamento da empresa.

Qual a dimensão real do problema? Durante o primeiro semestre de 2004, a Symantec observou um aumento acentuado no volume de spam distribuído na Internet. Na verdade, o spam, geralmente definido como e-mails indesejados ou não solicitados de terceiros, representou 60% de todo o tráfego de e-mails durante esse período, de acordo com a última edição do Relatório de Ameaças à Segurança da Internet da Symantec.

Considere estas estatísticas: A Nucleus Research concluiu, este ano, que o custo médio de spam por funcionário americano subiu de 874 dólares, em julho de 2003, para um alarmante total de 1.934 dólares, em maio de 2004 (“Spam: The Serial ROI Killer,” junho de 2004).

Os spammers têm introduzido também novas maneiras de atacar computadores para enviar spam, como foi evidenciado pelos recentes worms de e-mails em grande escala, como o Sasser, Netsky e SoBig. As análises iniciais sugeriram que, apesar de não apresentarem nenhuma conseqüência maliciosa específica, os worms instalavam um programa de correio nos computadores das vítimas, preparando o terreno para uma enorme rede de produção de máscaras de identidades, através da qual o spam poderia ser retransmitido.

Além disso, a previsão é de que spam e as ameaças a ele associadas continuem a crescer nos próximos meses. A Symantec prevê, principalmente, um aumento no uso do spam como uma ferramenta em sofisticados novos ataques do tipo "phishing" (esses ataques utilizam e-mails fictícios e websites fraudulentos destinados a enganar os destinatários e fazer com que revelem dados financeiros pessoais, como números de cartão de crédito, nome de usuário e senha de contas e números da previdência social).

Por exemplo, este ano, o mecanismo de download Mimail.B usou spam para propagar o worm Mimail.P que, por sua vez, utilizou um ataque de phishing para incitar os usuários a instalar o ataque principal em seus sistemas. Depois de instalado, foram exibidas aos usuários caixas de diálogos falsificadas do PayPal que podiam, então, enviar as informações capturadas aos agressores originais.

O decreto "Can-Spam"
Aprovado em dezembro do ano passado depois de muito debate, o Decreto “Can-Spam” (Controlling the Assault of Non-Solicited Pornography and Marketing) tinha o objetivo de impedir que os spams lotassem nossas caixas de entrada. Qual o resultado desse decreto até agora? No geral, os registros foram variados.

Como exemplo de um resultado positivo, em setembro, um homem no Sul da Califórnia confessou-se culpado de enviar spam a “hot spots” wireless sem proteção, a primeira condenação desde a criação da lei.

Nicholas Tombros declarou-se culpado de acessar um computador sem autorização, com o intuito de distribuir várias mensagens comerciais de spam. Seu julgamento está previsto para 6 de dezembro, podendo ser condenado a uma pena de até três anos de prisão.

Porém, desde a criação da lei, o Can-Spam não tem conseguido gerar disputas judiciais significativas, apesar do contínuo crescimento das campanhas de marketing através de spam. Alguns casos chegaram às manchetes de jornais: em abril, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos registrou uma queixa criminal contra quatro homens da região de Detroit, baseado nessa lei; o primeiro caso resultante da nova legislação. Em julho, o Escritório de Procuradoria Pública de Massachusetts entrou com um processo judicial contra um homem da Flórida, suspeito de enviar e-mails do tipo spam a milhares de consumidores.

Até agora, o efeito do Can-Spam pode ser calculado através dos resultados de uma recente pesquisa feita com gerentes de TI, conduzida pela empresa de pesquisas InsightExpress, e patrocinada pela Symantec. 80% dos gerentes afirmaram que o spam continua a ser um problema, 56,4% afirmaram estar sob controle e 58,2% confirmaram o aumento de spam (Survey Finds Small Businesses Fed Up with Spam, Willing to Take Action”, dezembro de 2003).

Atacando o inimigo
Obviamente, o spam está evoluindo. Já se foi o tempo em que o spam era facilmente controlado por abordagens domésticas e filtros baseados em palavras-chave estáticas. A última geração de spam incorpora táticas sofisticadas como total aleatoriedade, dissimulação da origem e evasão de filtros com a utilização de HTML. Além disso, os criadores de spam continuam a tirar vantagens, desenvolvendo maneiras de escapar da filtragem e novas formas de obter lucros através de suas ações.

Empresas usuárias de e-mail que conseguem vencer a guerra contra spam utilizam tecnologias eficientes de filtragem, empregando quase sempre diferentes técnicas de detecção. As soluções que lideram o mercado fornecem uma variedade de tecnologias, e poupam os administradores das constantes tarefas de implementação e manutenção.

A Symantec utiliza uma abordagem de várias camadas na filtragem de spam, empregando uma variedade de técnicas de filtragem para manter os spammers afastados. Alguns filtros examinam a origem do e-mail, enquanto outros avaliam o conteúdo das mensagens, utilizando os dados de spam em tempo real e técnicas dinâmicas como a filtragem heurística. Além disso, como spam multilíngue tem se tornado um grande problema para as empresas, é importante que as soluções anti-spam levem em consideração o idioma em que as mensagens foram criadas.

O conhecimento do usuário sobre spam também é essencial. Além disso, os usuários devem seguir as melhores práticas utilizadas e continuar a tomar cuidado ao abrir todas as mensagens de e-mail.

Conclusão
Apesar de todos os esforços de empresas e consumidores, o spam continua a se proliferar. Isso ocorre porque as estatísticas de lucro resultantes de spam continuam a ser muito atraentes. Conforme observado por vários comentaristas, para que um remetente de spam atinja uma receita de 1 milhão de dólares mensalmente, só é necessário que um em cada 2.000 consumidores que recebem o spam faça uma compra de 20 dólares, uma taxa de 0,05% de retorno. Ainda é muito difícil derrubar as estatísticas de spam pois, por um preço irrisório, os remetentes de spam podem obter listas de milhões de endereços de e-mail selecionados. A única barreira contra isso são os filtros anti-spam.

O spam pode estar se proliferando, mas nossos esforços para combatê-lo acompanham essa proliferação. Isso foi evidenciado este mês, quando dois residentes da Carolina do Norte foram os primeiros americanos a ser condenados por acusações de proliferação de spam, quando um tribunal da Virgínia constatou que eles inundaram dezenas de milhares de contas de e-mail da America Online com mensagens indesejadas. O tribunal decidiu que um desses infratores fosse condenado a uma pena de nove anos de prisão.

O jogo de gato e rato entre os propagadores de spam e fabricantes de anti-spam continua há mais de uma década. À medida que as táticas dos propagadores de spam se tornam mais sofisticadas, é imprescindível que as empresas adaptem constantemente suas técnicas de filtragem, para que possam desafiar essas táticas e filtrar os ataques.

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