Ameaças
de Segurança para Internet referente ao ano de
2003
Tendências de ataques
Nos primeiros seis meses de 2003, apenas um sexto das
companhias analisadas reportou brechas sérias de
segurança. Já no segundo semestre, este
porcentual subiu para 50%. Este avanço é,
em grande parte, resultado do sucesso dos últimos
worms, que continuam sendo a atividade maliciosa mais
comum.
Entre as vítimas de ataques severos, estão
as empresas do segmento financeiro, de saúde e
de energia. Contudo, tanto em 2002 quanto em 2003, foi
observada uma queda na taxa de agressões de alto
risco na medida em que o uso dos serviços prestados
pelo Symantec Managed Security Services aumentou. Mais
de 70% dos clientes usuários deste serviço,
por um período superior a seis meses, conseguiram
prevení-las.
Outra tendência apontada pelo relatório é
o foco crescente dos ataques nas backdoors deixadas por
outros agressores e vírus, para que instalem suas
próprias backdoors ou usem o sistema comprometido
para participar em ataques do tipo Distributed Denial
of Services (DDoS). Em janeiro de 2004, o Mydoom se espalhou
em velocidade similar ao Sobig.F, expondo ambientes por
meio de uma backdoor e disseminando um ataque dirigido.
Posteriormente, duas outras pragas - Doomjuice e Deadhat
- propagaram-se pela entrada deixada pelo Mydoom.
Tendências de vulnerabilidades
A média de vulnerabilidades descobertas em 2003
foi de sete por dia, com um total de 2.636 – pouco
superior às 2.587 marcadas no ano anterior. A quantidade
de falhas consideradas graves cresceu da média
de 98 para 115 por mês e 70% delas foram classificadas
como de fácil exploração, em comparação
a 60% em 2002.
Em 2002, 175 vulnerabilidades receberam ataques de alta
periculosidade, chegando a 231 no ano passado. O número
de falhas que sofreram agressão subiu 5% em 2003,
enquanto as que não demandaram ferramentas especiais
para serem exploradas aumentaram em 6%. Cresceram também
as vulnerabilidades do Microsoft Internet Explorer encontradas
nas estações de trabalho, passando de 20
na primeira metade do ano para 34 na segunda – alta
de 70%.
Muitas destes problemas permitem aos hackers comprometer
sistemas de clientes que visitam Web sites com conteúdo
malicioso, intencional ou não. A razão primordial
da preocupação causada por esta propensão
é a grande dominância do mercado pelo Internet
Explorer.
Tendências de códigos maliciosos
Os ataques combinados foram responsáveis pelos
eventos de segurança mais significativos do ano,
ocorridos em agosto, com o surgimento de três novos
vírus de nível quatro (em uma escala de
um a cinco) em apenas 12 dias. Blaster, Welchia e Sobig.F
infectaram milhares de computadores pelo mundo e, de acordo
com estimativas do instituto Computer Economics, podem
ter causado mais de US$ 2 bilhões de prejuízo.
O segundo semestre de 2003 apresentou duas vezes e meia
mais submissões dos vírus Win32, em comparação
ao mesmo período de 2002, passando de 687 a 1.702
ataques (estão inclusos nestes registros o Blaster,
Welchia, Sobig.F e Dumaru). Além disso, o tempo
entre o descobrimento e a disseminação das
pragas está diminuindo e os hackers têm usado
cada vez mais pacotes comprimidos e arquivos atachados
para espalhá-las.
Entre os dez maiores códigos maliciosos, a quantidade
de worms com a própria ferramenta de envio de email
subiu 61% nos últimos seis meses de 2003. Uma vez
que mensagens geradas por ferramentas de auto-envio não
interagem com o sistema de correio eletrônico do
usuário, existem poucas evidências da ação
do vírus na máquina, sendo necessária
a utilização de programas antivírus
com ferramentas de detecção baseadas em
inteligência artificial.
Outro ponto indicado pelo Symantec Internet Security Threat
Report foi a velocidade de crescimento das ameaças
à privacidade e confidencialidade no segundo semestre
do ano passado. Houve um aumento de 519% no volume deste
tipo de submissão com os dez maiores vírus,
em comparação à primeira metade de
2003. Enquanto worms mais antigos comprometiam a confidencialidade
ao exportar documentos raros, os vírus mais recentes
e os ataques combinados também roubam senhas, códigos
de encriptação e registros de digitação.
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